quarta-feira, 28 de março de 2012

Vitória preciosa


A ADC no passado Domingo deslocou-se até Merelim, distrito de Braga para disputar um jogo frente á equipa local, referente á 26ª Jornada do Campeonato Nacional da 2ª Divisão-Zona Norte.
 Constituição da equipa: Luis Ribeiro, Góis, Hélvio, Rui Manuel e Michael, Zé Paulo, Ricardo Fernandes, Barreto e Vinícius, Amar e Douglas. Suplentes: Adriano, Nuno Freitas, André Gonçalves, Diogo Gonçalves e Nuno Teixeira. A ADC entrou muito bem na partida e determinada a tomar conta do jogo logo de inicio. Nos primeiros 10 minutos da partida, a ADC não deixou o adversário sair do seu meio campo, conquistando 5 cantos e várias tentativas para violar as redes da equipa da casa. Aos 21 minutos numa jogada de insistência de Ricardo Fernandes, é Vinícius a bater em velocidade toda a defesa do Merelinense e á saída do guarda redes faz um exelente chapéu e a inaugurar o marcador. A partir dessa altura o Merelinense equilibrou o jogo e o seu primeiro remate chegou aos 23 minutos, mas sem qualquer perigo para a baliza de Luis Ribeiro. A ADC volta á carga e desta vez Ricardo Fernandes que aos 29 minutos remata á baliza do Merelinense mas com defesa fácil do guarda-redes da casa. Até ao intervalo as equipas anularam-se e de salientar a boa organizaçãoo defensiva da ADC. Na 2ª parte, foi a ADC que quis mostrar logo de inicio, que queria vencer o jogo. E logo no reatamento da partida, foi Ricardo Fernandes num livre direto, que tentou assustar o equipa da casa, mas o guarda redes a fazer uma boa defesa. Aos 51 minutos, na sequência de uma jogada onde o guarda redes da equipa da casa, agarrou a bola fora da área, o árbitro da partida assinalou livre direto, numa zona frontal á baliza do Merelinense. Zé Paulo encarregou-se de marcação, mas a bola a embater em vários jogadores adversários e a sair para canto. Aos 55 minutos o Merelinense volta a cria perigo com um remate lateral, mas Luis Ribeiro opõe-se bem ao remate desviando a bola para canto. E aos 66 minutos, a ADC chega ao 2-0, numa boa jogada de contra ataque é mais uma vez Ricardo Fernandes que lança Vinícius, e este em velocidade bate um defesa do Merelinense e só com o guarda redes pela frente atira par o fundo das redes. A partir daí o Merelinense apostou tudo no ataque, mas a defesa da ADC estava intransponível. Substituição na ADC Nuno Teixeira entra para o lugar de Vinícius, que sai com  problemas físicos. Nesta altura a ADC baixou um pouco as linhas e tentava ferir o adversário com saídas rápidas para o ataque. Em algumas ocasiões a ADC esteve perto de fazer o 3-0 mas os jogadores pegavam no último passe. Na altura em que a ADC dominava os acontecimentos, o Merelinense chega ao golo aos 81 minutos, na sequência de um pontapé de canto, um jogador do Merelinense aparece solto de marcação e faz o 2-1. Aos 84 minutos André Gonçalves entra para o lugar de Douglas, para reforçar o meio campo. O Merelinense ainda tentou em alguns lances de bola parada chegar ao empate mas a ADC soube-se proteger e o marcador não sofreu qualquer alteração até ao final. Já nos descontos Nuno Freitas rende Amar. Os jogadores da ADC gostariam de pedir a presença no próximo Domingo, de todos os sócios e simpatizantes do clube, no embate em casa contra o Marítimo B, para apoiar a equipa rumo á manutenção. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Derrota por números exagerados


Numa tarde com a temperatura a rondar os 12 graus, a AD Camacha recebeu e saiu derrotada do confronto com o Varzim. Frente ao líder do campeonato esperava-se que a Camacha lutasse com as suas armas e dignificasse o espetáculo. Em boa verdade os adeptos presentes e também os muitos que seguiram a transmissão online não saíram defraudados.
O Varzim que tem uma bela equipa tentou desde cedo impor o ritmo no miolo, ao que a Camacha ia conseguindo responder com jogadas rápidas de entendimento. O jogo era bastante disputado, mas sem nenhuma das equipas conseguir criar lances de verdadeiro perigo. O primeiro remate só apareceu ao minuto 17 e pertenceu ao Varzim. O jogo continuou repartido e foi da Camacha o primeiro lance de verdadeiro perigo com Vinicius a ganhar a linha e a cruzar para Amar que por pouco não conseguiu chegar à bola. A primeira parte era de luta e nesta fase as equipas iam-se anulando.
E foi nesta toada de parada e resposta que o Varzim viria a chegar ao golo de cabeça por intermédio de João Faria após cobrança de um livre. A Camacha como é seu apanágio não esmoreceu e teve 15m de grande pressão onde conseguiu sucessivos cantos e terá tido um dos seus melhores períodos. João Góis ia aparecendo ofensivamente e o Varzim ia tentando responder no contra golpe. Já a findar a primeira metade Ricardo Fernandes na cobrança de um livre obrigou Miguel a defender para a frente e depois foi Hélvio a não conseguir a recarga vitoriosa. As equipas recolhiam então ao balneário e o empate seria o desfecho mais ajustado para a 1ª parte.
Na segunda metade a Camacha entrou pressionante à procura do prejuízo. O primeiro remate com perigo pertenceu a Nuno. Pouco depois começou o festival do guarda-redes do Varzim Miguel, primeiro a opor-se a uma cabeçada com selo de golo de Rui Manuel e depois a um portentoso remate de Vinicius. A Camacha começava a segunda parte como tinha acabado a primeira, a jogar bem e a criar várias situações de perigo. Aos 61m veio o lance capital do jogo, Ricardo Fernandes remata para uma estrondosa defesa de Miguel, Amar na recarga remata contra um defesa e no contra ataque o Varzim faz o segundo golo. Este foi um duro golpe para a Camacha numa fase que justificava o empate e era penalizada pela obtenção de mais um golo para o Varzim. Desânimo estampado no rosto dos jogadores da Camacha que passaram por um período de desorientação e o Varzim aproveitava agora para ir controlando o jogo. Pouco depois e pareceu-nos claramente a beneficiar de posição irregular, Moreira aproveitava para bisar na partida e desferir o golpe final na sempre aguerrida equipa da Camacha. O jogo tornou-se algo incaracterístico e é de realçar que os jogadores da Camacha nunca baixaram os braços. O capitão do Varzim (André) ainda viria a aumentar a contagem para 0-4 numa altura em que a Camacha procurava desesperadamente reduzir o marcador. Já perto do final viria o melhor golo do encontro para Vinicius num remate indefensável para Miguel.
No cômputo geral aceita-se a vitória do Varzim, embora claramente por números exagerados. O Varzim possui uma equipa que justifica a liderança do campeonato e onde pontificam Miguel (o maior responsável pelo score final), os dois centrais, Telmo, Ibraima, André (o motor desta equipa), Duarte, Moreira e João Faria. A Camacha foi uma equipa com períodos de qualidade e com uma pontinha de sorte poderia mesmo ter discutido a vitória. O resultado pesado é enganador e como tal não pode ser encarado apenas pela realidade dos números. É ainda notável quando apenas três dos 14 jogadores utilizados têm acima dos 22 anos.
Arbitragem sem influência no resultado e a pecar apenas por algum favorecimento no capítulo disciplinar em benefício do Varzim.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Camacha nas "meias" da Taça da Madeira

Foi uma equipa renovada que se apresentou em campo para defrontar o clube de São Vicente que milita nos Regionais. Com o intuito de renovar o título de vencedor da Taça da Madeira a Camacha apresentou-se com o seguinte onze: na baliza, Luís Ribeiro; o quarteto defensivo composto por Hélvio Malho e o júnior Zé Lito no eixo, Nuno Freitas do lado direito e Diogo Gonçalves do lado esquerdo. No miolo Ricardo Fernandes, André Gonçalves e Amar; nas alas Barreto e Douglas, Marocas como homem mais avançado.
Entrava em campo, portanto, uma equipa muito diferente daquela que no passado fim de semana defrontara o Mirandela, até porque há que dar oportunidade aos menos utilizados de mostrar o seu valor, sendo também necessário gerir o plantel de modo a salvaguardar o principal objetivo da época.
O jogo começou com algumas displicências de parte a parte, o que acabou por gerar três golos em apenas cinco minutos. O regressado Amar abriu o marcador logo no primeiro minuto após assistência de Douglas. Dois minutos depois a defensiva da Camacha não reage perante um livre marcado, a bola atravessa a área toda para o avançado do São Vicente encostar. Sendo que logo a seguir o Jovem André Gonçalves remata à entrada da área adversária e faz o segundo golo da AD Camacha.
Volvidos estes cinco minutos o jogo começou a ser controlado pela turma da casa, criando várias situações de perigo, um remate de muito longe do Ricardo Fernandes aos sete minutos a testar o guarda-redes adversário. Aos vinte e cinco minutos Diogo Gonçalves quase marcava de cabeça, também Amar de cabeça criava perigo. Até que à meia hora de jogo, numa jogada de entendimento com Marocas, Douglas, Barreto e Ricardo Fernandes, este último marca o terceiro golo da Camacha. O domínio da Camacha era óbvio, o São Vicente tentava atacar, mas raramente criavam situações de verdadeiro perigo, a primeira parte terminaria com justiça no marcador.

A segunda parte começa com um falhanço de Marocas, que de baliza aberta não acerta, mas logo de seguida Douglas faz golo após cruzamento de Amar. Aos quinze minutos as primeiras substituições, saída de Ricardo Fernandes, entrada do Júnior Paulo Diogo e saída de Amar para a entrada do também Júnior Diogo Gil. O jogo entretanto decorria muito no meio campo, muito combate, mas a piorar do ponto de vista do espetáculo, a verdade é que a Camacha tinha o resultado controlado. Até que aos vinte e oito minutos Marocas redime-se,  marcando golo após assistência de Barreto. Logo de seguida sai o titularíssimo Hélvio Malho e entra José Miguel, mais um Júnior. 
Até ao final, de registar uma excelente oportunidade falhada por Diogo Gil na recarga de um remate do Marocas. Resultado final justo de 5-1. De realçar a luta e entrega dos jogadores do São Vicente e, como não poderia deixar de ser, uma palavra para os jogadores da Camacha que lutaram pela vitória. Os jogadores menos utilizados quiserem mostrar serviço e fizeram-no dando excelentes indicações ao Treinador José Barros.

terça-feira, 6 de março de 2012

Faltou a estrelinha


Numa bela tarde para a prática da modalidade a ADCamacha recebeu e empatou frente ao MirandelaPeranteuma equipa forte e bem posicionada na tabelaclassificativaesperava-se que a Camacha tentasseaproveitar o factor casa para lograr somar os 3 pontos.
Camacha entrou bastante forte na partidajogando a umritmo elevado e tentando usar o pressing para encostar oMirandela à sua defensivaFoi pois com algumanaturalidade que a Camacha dispôs de algumas boasocasiões de golo durante os primeiros 20 minutos.Destacamos um cruzamento de Vinicius para remate deNivaldoque acabou bloqueado nas mãos de Armando; umlivre de Ricardo Fernandes ao lado e um remate ao postede ViniciusInfelicidade para a Camacha que merecia ter chegado ao golo. O Mirandela tentava responder, sobretudoatravés de Paulo Roberto. Álvaro apresentava-se bastante lutador e em dois amortecimentos permitiu remates a Paulo e a Nivaldoeste último com bastante perigoVinicius voltou a estar em destaque com uma bela jogada sobre olado esquerdo em que rematou cruzado, com a bola a sair rente ao poste. A partir dos 30 minutos o Mirandelaconseguiu finalmente sacudir a pressão da Camacha e equilibrou o jogo. O jogo entrou então numa fase de maior luta eonde rarearam ocasiões de verdadeiro perigo. Paulo Roberto continuava a ser o elemento mais perigoso do Mirandela,mas a defensiva da Camacha ia resolvendo os problemasAté ao descanso realce apenas para um cabeceamento deÁlvaro ao lado. As equipas recolhiam ao balneário e a Camacha tinha sido claramente a equipa com melhor rendimento.
De volta do descanso, mais do mesmo. A Camacha voltou a entrar de forma afoita e ofensiva. A organizada defesa e meio campo defensivo do Mirandela iam tentando conter o ímpeto da Camacha e alguns dos seus jogadores recorriam regularmente à falta. Vinicius dava nas vistas nesta fase com as suas arrancadas a causarem muitas dificuldades à defensiva do Mirandela. A partir dos 50 minutos começou também a destacar-se Armando na baliza do Mirandela, sempre muito atento nos cruzamentos e a efectuar algumas belas paradas. A Camacha conseguia muitos cantos, mas não conseguia capitalizar em golo. Ficou ainda na retina um lance estudado em que Ricardo Fernandes apareceu bem para o remate, mas a bola acabou cortada por um defesa. A partir sensivelmente dos últimos 25 minutos, os Treinadores começaram a trocar jogadores para tentar devolver acutilância às suas equipas. A Camacha mantinha algum predomínio nesta fase, mas sem conseguir lances iminentes de golo. Marocas teve uma oportunidade após mais um canto de Zé Paulo, mas enviou o esférico por cima da baliza. O Mirandela juntava cada vez mais as linhas e procurava defender o empate, já que como é hábito a Camacha deu tudo nos últimos minutos para chegar ao golo. Aos 86 minutos veio uma jogada bonita de rápidas combinações da Camacha, com a bola a chegar a Douglas que enjeitou esta grande oportunidade com um remate por cima da baliza, já com alguns adeptos da Camacha de pé à espera do golo. Faltou-lhe a estrelinha que também já tinha faltado a Vinicius na primeira metade. Até final a Camacha pressionou, mais com o coração do que com a cabeça e o resultado acabaria tal como começou, a zeros.
A equipa do Mirandela apresentou-se bastante disciplinada e denotou possuir alguns jogadores de qualidade. Armando pareceu ser um guarda-redes de qualidade, Gabriel e Campinho estiveram muito certinhos na defesa, Ericson ganhou muitas bolas de cabeça no miolo e é tecnicamente evoluído e Paulo Roberto é um avançado possante e capaz de movimentos ofensivos muito interessantes.
A Camacha fez um bom jogo, pleno de raça e de querer, com alguns movimentos bem conseguidos e jogadores como Zé Paulo e Nivaldo a emprestarem cultura táctica à equipa. O resultado acaba por ter de se aceitar, pese embora a haver um vencedor, esse vencedor teria de ser a Camacha. Os jogadores do Mirandela fizeram questão de celebrar o difícil empate conquistado.
O trio de arbitragem comandado por Pedro Ferreira de Braga esteve em bom plano, com os jogadores de ambas as equipas a jogarem limpo e a nunca lhes complicarem a tarefa, e quando assim é, o espectáculo só tem a ganhar.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O reflexo de tudo o resto


Foi numa tarde fresquinha que a AD Camacha recebeu e se deixou surpreender pelo Limianos. Os jogadores da Camacha fizeram atrasar o começo da partida em sensivelmente dez minutos no intuito de chamar mais uma vez à atenção para os graves problemas de atraso salarial que atravessam. O psicológico influi sobremaneira e talvez por isso os minutos iniciais da partida foram repartidos. Até aos 14m nota apenas para um amarelo mostrado a Douglas. A partir do quarto de hora a Camacha começou paulatinamente a pegar no jogo e a assumir as rédeas do encontro como seria de esperar. Com uma equipa claramente ofensiva em campo, a AD Camacha procurava resolver cedo a contenda. Narcisse, muito ativo na primeira metade ia servindo a preceito os colegas e numa dessas jogadas, André Recife quase inaugurava o marcador. Pouco depois foi Rui Manuel a falhar o alvo por centímetros. Por volta dos 20m, Douglas tem uma grande arrancada pela esquerda, cruza, mas ninguém consegue chegar à emenda. Aos 22m Rui Manuel leva amarelo num lance em que sofre falta (sinceramente não conseguimos perceber o porquê da admoestação).  A Camacha exercia bastante pressão por esta altura e criava dificuldades ao último reduto do Limianos. Aos 28m, Nivaldo tem um forte remate à entrada da área que no entanto sai por cima. Em cima do minuto 29 apareceu a primeira jogada de perigo junto à área de Luís Ribeiro. Isto atestava o domínio que a equipa da casa ia exercendo no adversário. Até ao descanso realce ainda para mais um remate perigoso por intermédio de André Recife.
No reatamento, a Camacha tentou aparecer ainda mais forte e logo de inicio pertenceu a Douglas o primeiro remate. A entrada de Nuno Teixeira teve o condão de trazer mais velocidade à equipa e alguns cruzamentos perigosos. Aos 50m grande cruzamento de Narcisse e André Recife de cabeça a permitir a defesa a Litos. O experiente guarda-redes do Limianos ia pedindo calma à sua equipa nesta fase de maior assédio da Camacha. A Camacha apostou forte e cedo esgotou as substituições com as entradas de Vinicius e Álvaro para as saídas de Narcisse e Marocas. O Limianos ia apostando no contra golpe e num desses lance realce para uma grande parada de Luís Ribeiro. A Camacha ia controlando o jogo e criando algumas oportunidades. Álvaro falhou o alvo por pouco após cobrança de um canto. Por volta dos 75m, na cobrança de um livre por Zé Paulo, a bola embate no braço de um dos jogadores colocados na barreira, ficando a dúvida se dentro se fora da área, mas o árbitro preferiu deixar seguir o lance apesar dos protestos dos jogadores da casa. Aos 31m, contra a corrente do jogo e num lance precedido de falta sobre Barreto o Limianos sentenciaria a partida numa jogada rápida com Vasco a antecipar-se a Luís Ribeiro. Lance extremamente penalizador para os jogadores da Camacha que procuravam o golo e não mereciam tal castigo. Como é seu timbre a Camacha não desistiu e continuou a carregar. Logo quase de seguida após uma jogada confusa na área do Limianos surge um remate e é um defesa do Limianos que substitui o seu guarda-redes defendendo com as mãos…penalty?, puro engano, perante a estupefação geral o árbitro de Braga mandou prosseguir o jogo. Nuno e Nivaldo ainda dispuseram de oportunidades para o empate, mas estava escrito que o marcador já não sofreria alteração.
A actuação do árbitro e respetiva equipa foi deveras infeliz, com dualidade de critérios disciplinares e má análise de alguns lances sempre em prejuízo da Camacha. É ainda de salientar a condescendência que teve para com os jogadores do Limianos nas demoras da reposição da bola em jogo, algumas a roçar o ridículo.
Em suma, o empate já teria sido um bom desfecho para o Limianos. A Camacha apesar de todas as contrariedades que pesam nunca virou a cara à luta, teve mais jogo e merecia claramente outro resultado final. É de realçar o empenho demonstrado por todos os atletas e de vincar a vontade de ultrapassar esta fase menos boa. As vitórias vão voltar, estes jogadores merecem-no já no próximo encontro. É levantar a cabeça, acreditar nas potencialidades que o conjunto tem e ter esperança no que o futuro reserva.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Um verdadeiro pormenor


Quando um, apenas um, pormenor se torna “O Pormaior”
GD Chaves vs AD Camacha …aparentemente, um jogo “normal” entre duas equipas de uma mesma divisão do futebol nacional (2ª Divisão – Zona Norte), cujo resultado pode ser determinado pelo(s) pormenor(es), certo? Pois bem, observemos então os seguintes pormenores, ou será que lhes devemos chamar “pormaiores”?
De um lado, uma equipa (GD Chaves) com várias épocas nos escalões superiores do futebol nacional, nomeadamente, no seu escalão mais elevado – 1ª Liga, na altura designada 1ª Divisão; do outro, uma equipa (AD Camacha) com muitos anos, quase ininterruptos, na 2ª Divisão, da qual nunca conseguiu passar.
De um lado, uma equipa (GD Chaves) constituída maioritariamente por jogadores maduros e experientes, com várias épocas passadas em equipas de escalões superiores do futebol nacional; do outro, uma equipa (AD Camacha) constituída maioritariamente por jogadores jovens e relativamente “inexperientes”, para os quais a competição na 2ª Divisão representa o ponto mais alto das suas ainda curtas carreiras desportivas no futebol sénior, até à data.
De um lado, uma equipa (GD Chaves) que desde o início da presente época desportiva se apresentou e assumiu como candidata à subida de divisão; do outro, uma equipa (AD Camacha) que época após época procura (apenas!!!) fazer mais e melhor do que fez no passado, procurando representar cada vez mais e melhor os seus sócios e simpatizantes.
De um lado, uma equipa (GD Chaves) “financiada” pelo Euromilhões; do outro, uma equipa (AD Camacha) com graves problemas financeiros.
De um lado uma equipa “profissional” (GD Chaves); do outro, uma equipa (AD Camacha) com jogadores que acumulam o futebol com os estudos e/ou outras actividades profissionais, que em determinados casos impedem que estejam presentes em todos os treinos.
De um lado, uma equipa (GD Chaves) que após um inicio menos positivo, nos últimos tempos vem alcançando resultados positivos e, em consequência, subindo na tabela classificativa; do outro, uma equipa (AD Camacha) que não tem conseguido conjugar o nível exibicional com os pontos merecidos, permanecendo teimosamente na 2ª metade da tabela classificativa.
De um lado, uma equipa (GD Chaves) moralizada pelo empate na véspera da equipa que persegue na tabela classificativa; do outro, uma equipa (AD Camacha) que na passada jornada obteve um frustrante empate em casa com uma das equipas que a perseguem, não conseguindo por isso distanciar-se.
Se a todos estes “pequenos” pormenores, acrescentarmos para apenas uma das equipas (AD Camacha), um despertar madrugador (05h00) na própria manhã do jogo, seguido de uma viagem de avião de aproximadamente 2h e outras tantas horas de autocarro até ao local do encontro (Chaves) e ainda, durante o mesmo, uma equipa de arbitragem que teimosamente?!! errava a desfavor, poderíamos ser levados a pensar num jogo penoso para essa equipa (AD Camacha) quem sabe até, com um resultado devastador.
Pois bem, não foi nada disso que se passou na tarde do passado domingo (19-02-2012) no Estádio Municipal de Chaves, como aliás o demonstra o INJUSTO resultado final da partida (1 – 0, favorável aos da casa) e não fosse um pormenor, que se tornou no “pormaior” do jogo, e este poderia mesmo ter chegado ao final com o, mesmo assim injusto, nulo no marcador, pois nenhuma das equipas conseguiu concretizar nenhuma das outras oportunidades de que dispuseram.
Decorria o 34º minuto do jogo quando uma falha defensiva individual - o tal pormenor, durante um lançamento de linha lateral favorável à equipa do Chaves, possibilitou que Tijane, sobre a esquerda, recebesse a bola sem marcação e desde a linha de fundo cruzasse rasteiro e atrasado para o centro da área, onde apareceu Edu a rematar para o fundo da baliza da AD Camacha.
Estava inaugurado o marcador e estabelecido aquele que viria a ser o (INJUSTO) resultado final. Injusto não apenas porque as melhores e mais claras oportunidades de golo foram criadas pela equipa da Camacha, salientando-se os casos mais flagrantes aos 1, 5 e 72 minutos, nos quais até custa a acreditar que não tenham resultado em golo, tal a clareza dessas oportunidades, mas também pela qualidade de jogo apresentada pela equipa da AD Camacha. Qualidade essa que, aliás, viria a ser reconhecida e destacada pelos meios de comunicação presentes, nomeadamente e entre outros, pelos jornais desportivos nacionais “A Bola” e “O Jogo”.

Por todo o trabalho efectuado e esforço demonstrado neste jogo, OBRIGADO rapazes.