quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Camacha vence Nacional em jogo de treino

O Nacional saíu derrotado do jogo treino realizado na tarde de ontem na Camacha ante a equipa local. Dois a um foi o resultado verificado após o final da partida, com os menos utilizados do plantel “alvinegro” a não corresponderem às expectativas e a não conseguirem evitar a derrota ante a AD Camacha, isto apesar de terem revelado uma boa atitude e terem dominado grande parte da partida, mas com os da equipa da casa a conseguirem mais e melhores oportunidades de golo, pelo que o resultado acabou por ser justo.
Ainda assim, destaque para o avançado brasileiro Diego Barcellos, que para além de ter mostrado que já está completamente recuperado da lesão que o afastou da competição durante oito semanas, marcou o único golo dos “alvinegros” já bem perto do final da primeira parte, e que na altura significou o empate para os homens de Jokanovic.
Um claro sinal de que o avançado do Nacional está totalmente recuperado e que pode muito bem ser opção para a partida de domingo próximo ante o Vitória de Setúbal.
No mais a AD Camacha, inaugurou o marcador ainda na primeira parte por intermédio de Rui Miguel, com Diego Barcellos a empatar já bem perto do final da primeira parte. No reatamento, foi novamente a AD Camacha a adiantar-se por Álvaro que deste modo fixou o resultado final em dois a um.
De resto, este jogo treino foi aproveitado por Predrag Jokanovic observar alguns dos jogadores menos utilizados no seio do plantel, pelo que, o técnico nacionalista fez alinhar a seguinte equipa: Elisson, Ricardo Fernandes, Alex Bruno, Márcio Madeira, Ivan Todorovic, João Aurélio, René Mihelic, Thiago Gentil, Diego Barcellos e Anselmo. Na segunda parte, Jokanovic fez entrar Patacas e Nuno Pinto para os lugares de Diego Barcellos e de Ricardo Fernandes

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ávalos empata para a Camacha no final da partida in Diário de Notícias da Madeira


A AD Camacha foi a casa do Vizela somar mais um ponto importante, para o objectivo manutenção, nesta II DIvisão, Zona Norte. A primeira parte foi de domínio do  Vizela, enquanto a formação madeirense se apresentou pouco afoita, não tendo praticamente lances de perigo junto da baliza de Cristiano. O FC Vizela chegou ao golo aos 31m, através do inevitável Diego Mourão.
A segunda parte foi diferente com os madeirense a surgirem mais agressivos no ataque e a colocar mais vezes à prova o guardião da casa. Reduzido a dez unidades, os vizelenses viram o seu adversário 'crescer' e o golo do empate aconteceu já em tempo final, apontou Ávalos aos 88. Os adeptos vizelenses retardaram a saída do árbitro do campo.

Camacha empata fora

Golo de Ávalos à beira do fim repõe justiça que chegou tarde
Na partida de ontem, o Vizela construiu muitas oportunidades de golo, o trio Carlos Pinto, Gilhas, Diego Mourão deram muitas dores de cabeça ao ultimo reduto comandado pelo experiente Ávalos. Muita pressão atacante, jogando a toda a largura do terreno, e dando poucas possibilidades de sair em contra ataque ao Camacha. Até que aos trinta minutos, e na marcação de um canto, guarda redes Fábio toca na bola, bate num colega de equipa e no ressalto o jogador vizelense marcou.
Continuou a comandar o Vizela, boas transições, boas triangulações, mas a faltar eficácia nos metros finais. Ao fechar a primeira parte e na marcação de um lance de bola parada, o guarda redes Cristiano vai buscar uma bola com selo de golo a remate de Nivaldo. A 2.ªmetade fica marcada pela expulsão de Dani, retirando poder ofensivo ao Vizela, obrigando a mudar a estratégia ao técnico Rui Dias. O Camacha também entrou com outra atitude, mais acutilante, mais desinibido, e a provocar alguns calafrios na baliza de Cristiano, sempre muito bem e atento. A ganhar o Vizela procurava dilatar e como quem não marca morre, a dois minutos do final da partida, o experiente central Ávalos, numa ida ao ataque, aproveitando o adiantamento de Cristiano, num remate seco de fora da área, e sem deixar cair a bola faz o empate. Um balde de água fria nas hostes vizelenses.

Ana Oliveira

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Treinadores


 Critérios de selecção

Tempos de crise, tempos de austeridade económica. Tempos de reflexão mas, prioritariamente, de acções. Por todos os sectores institucionais, económicos, empresariais, desportivos, familiares, da nossa sociedade, são obrigados a tomar decisões.
Decisões que terão de ter em conta o presente e que desta vez não hipotequem o futuro.
Os clubes, também, não vivem dias de fartura. Desta forma, a escolha dos plantéis como também do treinador terá de ser rigorosa e criteriosa. Algo que já deveria ser comum e natural. É um facto que em muitas entidades desportivas, principalmente, na modalidade de futebol, esta selecção tem sido pouco eficaz e rigorosa. Não se verifica um critério na selecção dos recursos humanos. As poucas entidades que possuem esses critérios de selecção são os que de, uma forma evidente, conseguem atingir sucesso, isto é, atingem os objectivos propostos inicialmente.
Na escolha de um treinador há que ter em conta diversas características: a sua competência, os seus conhecimentos técnicos e tácticos, a sua capacidade de liderança, a capacidade de potenciar os recursos, as suas qualidades humanas, o perfil adequado ao modelo de jogo ou á estrutura e características do clube, e não menos importante, os seus índices de motivação. Motivação que deverá ser adequada e consonante com os objectivos do clube. Existem treinadores monetariamente ambiciosos, existem treinadores cuja imagem querem promover, como também, existem outros cuja ambição passa pelo âmbito desportivo/carreira.
Todas estas e outras características deveriam ser tomadas em conta aquando da contratação de um técnico. Tendo em conta um projecto do clube, é importante definir critérios de selecção, tal como, recolher o máximo de informação para minimizar as hipóteses de insucesso, e depois de uma análise exaustiva, coerente e ponderada definir quais os treinadores aptos para liderar esse projecto. Desta forma, a responsabilidade do sucesso e do insucesso é repartida por todos os intervenientes e não só pelo treinador. Mas cumprindo com esta norma e não indo atrás de outros agentes desportivos, cuja preocupação é extorquir os clubes e servir-se dos mesmos, o sucesso está sempre mais próximo e garantido.
Se começarem a despedir os dirigentes quando estes despedem os treinadores, talvez comecem a olhar para a contratação destes doutra forma, sendo mais rigorosos e obedecendo a critérios ponderados e fundamentados.

                                                                                               José Barros Araújo

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Entrevista a Ávalos (AD Camacha) in Diário de Notícias


Estreou-se a marcar ao serviço da AD Camacha e logo com um golo que acabaria por resultar no primeiro triunfo da equipa no campeonato... Sim, de facto foi um golo importante porque precisávamos de ganhar. Merecemos a vitória, tivemos várias oportunidades e tive a felicidade de ser eu a marcar. Estamos a trabalhar bem e justificámos os três pontos.
Como é que correu a adaptação ao clube e à II Divisão tendo em conta que o seu trajecto futebolístico foi feito sempre ao mais alto nível? Foi muito boa. O mister Barros recebeu-me muito bem e teve muita importância na minha integração. É um excelente treinador, muito competente, que sabe motivar a equipa. Para mim tem capacidade para chegar à I Liga, pois dá muita confiança aos jogadores e sabe tirar o melhor de cada um.
Ainda acredita que pode voltar a jogar na I Liga? É para isso que trabalho. Tenho 32 anos mas sinto-me muito bem fisicamente e não escondo que penso em regressar ao escalão principal.
O único convite que recebeu foi da Camacha? Pensava que poderia ter tido mais soluções para o futuro? Enfim, eu nunca tive empresários durante toda a minha carreira. Sempre tratei das minhas coisas mas sei que um empresário é que tem essa função de arranjar clube para os seus clientes. Neste caso da Camacha, por exemplo, fui eu que falei com o mister Barros. Sozinho é muito difícil conseguir ter sucesso nesta profissão...
Espera continuar na Região? Estou muito bem aqui, tenho muitos amigos, mas na reabertura do mercado logo se verá. Se não surgir nada fico feliz por poder ficar na Camacha, com quem tenho contrato até ao final do mês de Abril.
Até onde é que a Camacha pode chegar? Somos uma equipa ambiciosa e queremos chegar o mais alto possível. Temos um bom grupo, com muita qualidade, com jogadores que considero terem muito potencial e que podem chegar à I Liga. Mas para isso é preciso conhecimento, um empresário que ajude a dar o salto. Na Madeira há muitos jogadores com qualidade.