segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Quebra física dita eliminação in Jornal de Notícias da Madeira

Esperava-se que os madeirenses se superiorizassem aos donos do terreno, contudo, os minutos no primeiro tempo foram decorrendo sem que numa e outra baliza se observasse situações de golo, ou melhor, apenas ao minuto 23, num cabeceamento de Ricardo Pereira, na sequência de um canto fez a bola passar junto do poste das redes visitantes. Terminou assim o primeiro tempo de um jogo pouco entusiasmante para os espectadores presentes. No segundo período melhorou de nível o jogo dos dois conjuntos, daí o aparecimento de dois golos neste fase do jogo; primeiro com a equipa da casa a marcar, decorria o minuto 76, após um remate de Ricardo Pereira e na ressaca, apareceu Fabrício a fazer o golo. Depois numa incursão atacante dos ilhéus, na sequência de um canto a bola foi desviada para o segundo poste onde estava Custódio que fez o golo do empate, decorria o minuto 81. Até final o cariz do jogo não se alterou com tentativas de um lado e outro para alterar o marcador o que não conseguiram, indo assim para o regulamentar prolongamento de 30 minutos. O prolongamento veio mostrar uma turma madeirense em deficit físico não conseguindo reagir ao golo dos donos da casa que se adiantaram no marcador, decorria o minuto 107, numa boa jogada de troca de bola em contra-ataque a aparecer sem marcação Angel no lado esquerdo e a colocar o esférico no miolo da área onde apareceu Ricardo Pereira a finalizar. Os sintrenses ainda aumentaram o marcador, decorria o minuto 113, numa jogada algo confusa na entrada da área madeirense com a bola a sobrar para Ricardinho que na cara do guardião Botelho colocou-lhe a bola fora do alcance.
Bastos Lopes (treinador do 1.º Dezembro): A vitória foi mais que justa. A nossa equipa foi superior e soubemos esperar pelas oportunidades. Prof. José Barros (treinador do Camacha): Jogo de Taça, não conseguimos resolver o jogo no primeiro tempo. Depois fomos abaixo fisicamente daí a justiça no resultado do prolongamento

sábado, 18 de setembro de 2010

«Objectivo passa apenas pela manutenção» in Jornal de Notícias da Madeira

AD Camacha procura efectuar uma temporada tranquila na II Divisão/Zona Norte
«Objectivo passa apenas pela manutenção»
José Barros voltou a merecer a confiança da direcção e volta a estar ao leme da AD Camacha. O técnico assegura que a luta “passa apenas pela manutenção”, já que tiveram “que ser feitas grandes reduções orçamentais” para esta nova época.
A Associação Desportiva da Camacha parte para a nova temporada com objectivos bem delineados - a manutenção - agora que foram resolvidos, ou atenuados, parte dos problemas financeiros que afectaram a colectividade nos últimos tempos. A equipa da “terra dos vimes” reforçou-se em quantidade e qualidade para uma temporada que se adivinha desgastante e muito complicada, ao qual não é alheio o facto de integrar a muito dura e competitiva Zona Norte. Nomes como Ávalos, Marquinhos e Bruno Abreu entre outros, dão garantias de uma equipa competitiva de molde a atingir os objectivos traçados pela direcção.
Contudo, a experiência da equipa, que milita há alguns anos nas provas nacionais, poderá ser um handicap a funcionar a seu favor. José Barros mercê do trabalho que tem desenvolvido na colectividade, voltou a merecer a confiança da direcção, que lhe confiou a liderança técnica da equipa.
Todavia, esta temporada apresenta alguns nuances diferentes, como reconheceu José Barros. “Na partida disputada ante o Andorinha, actuaram apenas 5 jogadores que faziam parte da equipa do ano passado. Ou seja, mais de metade da equipa é nova. É preciso tempo, para que esta equipa cresça. Mas queremos crescer e evoluir, pois temos uma equipa com jogadores jovens, para que possam dar muitas alegrias aos sócios da Camacha”.
Para esta temporada, os objectivos passam apenas pena manutenção, como asseverou o técnico da Camacha. “Os objectivos passam apenas pela manutenção. Vamos procurar somar o maior número de pontos possível para assegurar a manutenção o mais rapidamente possível”. A AD da Camacha apresenta condições de trabalho que lhe poderia permitir, em outras condições lutar por objectivos mais elevados. Contudo, o técnico dos azul-e-brancos é comedido, reconhecendo que “tivemos de fazer grandes reduções no nosso orçamento. Tivemos de apostar noutro tipo de jogador e isso implica um esforço da equipa técnica e por parte dos jogadores e como tal, não poderemos pensar noutro caminho que não seja a manutenção”.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Andorinha estreia-se com empate frente à Camacha Dia para mais tarde recordar...i Jornal de Notícias da Madeira

Este jogo foi um marco histórico para a equipa de Santo António, pois foi a estreia a um patamar competitivo nunca antes alcançado. Este será o baptismo num campeonato verdadeiramente nacional e o clube terá de preparar-se, para uma realidade muito diferente da até aqui enfrentada.
A equipa do Andorinha entrou em campo num sistema de contenção, apresentando três centrais - Zé Pedro, Pedro Estrela e Barbosa - mas cedo foi surpreendida pela Camacha que cedo chegou ao golo. Logo aos 2’, uma bola lançada para as costas da defesa da casa, colocou Vinicius na cara de Adriano e o golo acabou por surgir, embora o guardião tenha defendido o primeiro remate, mas sem apoios, nada mais conseguiu fazer.
O Andorinha entrou em campo excessivamente nervoso e ansioso, acabando por pagar essa factura. Aos 14’, Marquinhos num remate de longe colocou à prova Adriano. Contudo, com o passar dos minutos, o Andorinha foi equilibrando os acontecimentos e aos 19’ beneficiou de uma grande penalidade, após carga clara de Elton sobre Pires. Nélio Santos aproveitou para restabelecer a igualdade e escrever a letras douradas o seu nome na história do clube, como o primeiro golo na II Divisão. Este momento pareceu transtornar um pouco a Camacha e aos 25’, Paulinho rematou com violência, mas junto ao poste. Todavia, o golpe de teatro haveria de surgir aos 36’, quando Sandro correspondeu, de cabeça, a um centro de Gonçalinho e bateu o mal colocado Fábio.
A segunda metade mostrou um conjunto da Camacha muito mais agressivo e na procura constante do golo, arriscando na troca de um central - Miguel Afonso - por um avançado - Álvaro. Essa postura de risco poderia ter sido fatal, quando Nélio Santos lançado por Sandro surgiu isolado perante Fábio mas o “chapéu” foi alto de mais e o lance gorou-se. Todavia, o golo da igualdade haveria de surgir, na transformação de uma grande penalidade, por Pedro Maurício a punir uma mão na área de Zé Pedro. Até final, pese as oportunidades junto a ambas as balizas, o resultado não sofreria qualquer alteração.

Postura competitiva das equipas agradou

O Andorinha estreou-se na II Divisão - Zona Norte, com uma igualdade frente a um outro conjunto madeirense, a Camacha. No final da partida, Nélson Calaça o treinador do Andorinha, considerava que “no início estivemos nervosos e que demorou algum tempo a assentar o seu jogo. Nesse período a Camacha marcou e isso ainda intranquilizou mais a nossa equipa. Mas depois, aos poucos, a equipa começou a se soltar e começamos a chegar com mais perigo junto à baliza da Camacha e acabamos por conseguir marcar por duas vezes. Na segunda parte, quando tínhamos o jogo mais ou menos controlado, pois em termos defensivos estávamos coesos e conseguíamos sair bem no contra-ataque, aconteceu o penalty e a expulsão do Zé Pedro e logo depois a lesão do Gonçalinho o que condicionou o nosso jogo a meio-campo. Todavia, as equipas bateram-se bem, num jogo com períodos não muito bem jogados, mas em termos gerais houve uma boa atitude por parte de ambas as equipas. Ambas as equipas queriam ganhar, embora com posturas diferentes. Resumindo, penso que o empate acaba por ser justo. Era importante não perder neste arranque, para a equipa ganhar confiança”.
Por seu turno, o técnico da AD Camacha, José Barros considerava que “sabíamos que seria um jogo complicado, para mais num piso onde não estamos habituados, com um adversário que se estreava e queria limpar a imagem deixada no último jogo, mas penso que fomos a única equipa que procurou vencer o jogo. O nosso adversário, só em lances fortuitos e em erros nossos chegou ao golo, mas a este nível, os erros pagam-se caros e nós pagamos esses erros. Contudo, considero que a haver um vencedor só poderia ser a Camacha, por aquilo que fez, pelo volume de jogo e pelas oportunidades criadas. Fomos a única equipa que procurou o golo, desde o início até ao fim, demonstrando também, alguma qualidade no seu jogo”

2 - 2 Andorinha - Camacha

Talvez consequência de um certo nervosismo causado por qualquer estreia, o Andorinha entrou mal no jogo e aos dois minutos já perdia por 1-0. À passagem do primeiro quarto de hora, essa ideia ficou ainda mais vincada: de um lado, uma equipa que tremia sempre que a bola chegava perto da sua área; do outro, jogadores com mais experiência, que aproveitavam esse factor para marcar o ritmo, sempre com os olhos postos na baliza adversária, pois a nível defensivo, o trabalho praticamente nem existia. Mas tal situação durou somente 15 minutos, já que daí para a frente tudo se alterou e até final da primeira parte, assistiu-se ao inverso: Andorinha a mandar e a criar as melhores oportunidades, não constituindo, por isso, surpresa o facto de ter dado a volta ao marcador ainda antes do intervalo.

Entre os jogadores comandados por Nelson Calaça, a timidez inicial deu lugar ao crescimento constante, alicerçado num sector defensivo bastante seguro e que boa conta do recado deu, sempre que foi chamado a intervir. Sem esquecer Adriano, um guarda-redes que, a avaliar pelo jogo de ontem, dá todas as garantias.

Apostado num esquema de três centrais, bem como na velocidade e subidas constantes dos laterais, o Andorinha depressa transformou a imagem negativa numa agradável surpresa, mesmo que, em vários aspectos, ainda se note que existe bastante trabalho pela frente, mas outro cenário não seria de esperar, já que, na formação inicial, nove jogadores transitaram da época passada e têm, por isso, ainda alguns 'vícios' de uma III Divisão bem menos exigente.

Na segunda parte, a Camacha tentou inverter o rumo dos acontecimentos e voltou a crescer no jogo criando inúmeras situações de golo, mas o Andorinha respondeu como podia e, por Nélio Santos, até criou uma boa oportunidade. A 15 minutos do final, Zé Pedro cometeu grande penalidade (braço na bola) e Pedro Maurício fez o 2-2, embora Adriano tenha tocado ainda na bola. Como se não bastasse a saída de Gonçalinho (sofreu falta duríssima de Bruno), o Andorinha foi obrigado a jogar o último quarto de hora com dez. Até final, uma oportunidade para cada lado, mas Cláudio e Vinícius não conseguiram encontrar o caminho do golo. O empate fica-lhes bem!

Reacções
Nelson Calaça, treinador do Andorinha: "Iniciámos o jogo um pouco nervosos e demorámos algum tempo a assentar. No entanto, à medida que o tempo avançou, a equipa soltou-se. Na segunda parte, a expulsão do Zé Pedro e a saída do Gonçalinho foram aspectos que condicionaram o nosso jogo, mas o empate acaba por ser um resultado justo para o que se passou em campo. É um arranque de campeonato relativamente positivo."

José Barros, treinador da Camacha: "Sabíamos que seria um jogo difícil perante uma equipa que hoje [ontem] fez a estreia neste escalão. Fomos a única equipa que lutou pela vitória e a existir um vencedor, então teria de ser a Camacha. Mais de metade da equipa que hoje jogou, chegou esta temporada ao clube e, por isso, queremos crescer e evoluir, algo que só vamos conseguir com tempo de trabalho. A manutenção é o objectivo."

domingo, 29 de agosto de 2010

Empate justo em bom jogo in Diário de Notícias

Superiormente liderados por Sindei, os jovens verde-rubros foram melhores no primeiro tempo, surgindo a equipa camachense mais forte e segura no segundo tempo, pelo que o empate final, a um golo, espelha a justiça de um encontro bem disputado, numa manhã de intenso calor.

Apesar de ainda estarmos em plena pré-temporada, os maritimistas já relevam muita facilidade de processos, simples, por sinal, destacando-se o à-vontade que demonstram na organização de jogo - quando não dava voltavam atrás e tentavam fazer tudo de novo, de forma organizada, ainda que alguns não entendam esta forma de jogar, sobretudo Rafael, um jovem central, irmão de João Guilherme, que insiste em jogar longo, sem sucesso.

Perante esta organização, a Camacha só ameaçou de bola parada, pelo que foi natural o golo maritimista, apontado facilmente por Edivanio, depois de excelente jogada entre Eldon e Helmut, com o primeiro a ultrapassar o guarda-redes, para depois fazer o passe para o golo (justo) dos verde-rubros.

Na segunda parte, a Camacha surgiu mais forte. Sidnei, um 'mouro de trabalho' - faz impressão vê-lo em todo o lado - deixou de contar com a ajuda do outro médio defensivo e os camachenses foram crescendo, quase sempre através de remates de fora da área. E, depois de Rui Manuel, atirar ao lado, na sequência de um pontapé de canto, a Camacha chegou à igualdade, através de remate certeiro de Maurício.

Até final, o Marítimo em contra-ataque e a Camacha em ataque continuando, continuaram a demonstram serviço, bons pormenores, mas sem mais golos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Camacha 2 Santana 0 in Diário de Notícias da Madeira

Apesar de apresentar em cada metade duas equipas praticamente distintas, a Camacha manteve o mesmo ritmo, mas enquanto no primeiro tempo o seu ataque mostrou-se perdulário, na segunda parte esteve mais eficaz.

O Santana, ao contrário de outros jogos, já conseguiu melhorar as transições ofensivas e subir mais articulado até à baliza adversária, mas ao longo da partida não conseguiu construir oportunidades flagrantes de marcar.

Em jeito de repetição de thrillers anteriores, depois de conseguir manter a sua baliza incólume no primeiro tempo, na etapa complementar voltou a desarticular-se e a sofrer golos.

Depois de Álvaro (duas vezes) e Marquinho falharem o alvo ainda no primeiro tempo, um balão de longa distância de Custódio surpreendeu o guarda-redes Zé e abriu as hostilidades.

Através de uma jogada de bola parada, da autoria de Luís, o esférico criou alguma frisson junto da baliza de Fábio, mas foi a Camacha, que estando sempre mais perto da baliza contrária, quem acabaria por voltar a marcar. Marco aproveitou uma falha de marcação da defesa do Santana para surgir frente a Costinha e fixar o resultado fina

sábado, 21 de agosto de 2010

Início de Época

Se existe algo de expectante e excitante num início de época dos diversos campeonatos é, sem dúvida, a construção dos plantéis. Existe sempre um desejo de melhoria qualitativa dos mesmos. Dirigentes e treinadores tentam enriquecer as suas equipas, procurando a melhor solução para que os objectivos se possam concretizar. Muito do sucesso passa por este trabalho. Uma equipa bem estruturada permite, desde cedo, uma recolha de sucessos imediatos e evita que se façam reajustamentos no futuro, que, muitas vezes, põem em causa os orçamentos e contribuem para uma instabilidade interna.

Não faltam agentes da comunicação social dispostos a analisar, avaliar, apreciar as equipas e os seus intervenientes. Desde cedo, procuram delinear e até profetizar os seus rumos, assistindo a jogos de preparação, analisando os reforços, os novos treinadores; enfim tentam reunir o máximo de informação para terem uma opinião fundamentada. Durante a época, acompanham o percurso das equipas, reajustando ou até confirmando as suspeitas e análises iniciais. Sem dúvida, um trabalho de análise e de fundamento profundo que considero de interesse público e de salutar.

O que considero chocante é verificar, durante o decurso dos campeonatos, o aparecimento de comentários publicados, positivos ou negativos, de hipotéticos comentadores, sem nunca se terem deslocado, se quer, ao recinto das equipas e, mais grave ainda, sem nunca terem assistido a um encontro das mesmas. Não entendo como se pode fazer uma análise fidedigna e credível ignorando e descurando este grande pormenor.

Estando em início de época é sempre bom desejar e esperar, que o que foi identificado de menos bom no passado possa ser alterado - é sinal de evolução e de aprendizagem constante. Algo que procuro e continuarei a fazê-lo, humildemente, com a finalidade de atingir sempre mais e melhor.