domingo, 29 de agosto de 2010

Empate justo em bom jogo in Diário de Notícias

Superiormente liderados por Sindei, os jovens verde-rubros foram melhores no primeiro tempo, surgindo a equipa camachense mais forte e segura no segundo tempo, pelo que o empate final, a um golo, espelha a justiça de um encontro bem disputado, numa manhã de intenso calor.

Apesar de ainda estarmos em plena pré-temporada, os maritimistas já relevam muita facilidade de processos, simples, por sinal, destacando-se o à-vontade que demonstram na organização de jogo - quando não dava voltavam atrás e tentavam fazer tudo de novo, de forma organizada, ainda que alguns não entendam esta forma de jogar, sobretudo Rafael, um jovem central, irmão de João Guilherme, que insiste em jogar longo, sem sucesso.

Perante esta organização, a Camacha só ameaçou de bola parada, pelo que foi natural o golo maritimista, apontado facilmente por Edivanio, depois de excelente jogada entre Eldon e Helmut, com o primeiro a ultrapassar o guarda-redes, para depois fazer o passe para o golo (justo) dos verde-rubros.

Na segunda parte, a Camacha surgiu mais forte. Sidnei, um 'mouro de trabalho' - faz impressão vê-lo em todo o lado - deixou de contar com a ajuda do outro médio defensivo e os camachenses foram crescendo, quase sempre através de remates de fora da área. E, depois de Rui Manuel, atirar ao lado, na sequência de um pontapé de canto, a Camacha chegou à igualdade, através de remate certeiro de Maurício.

Até final, o Marítimo em contra-ataque e a Camacha em ataque continuando, continuaram a demonstram serviço, bons pormenores, mas sem mais golos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Camacha 2 Santana 0 in Diário de Notícias da Madeira

Apesar de apresentar em cada metade duas equipas praticamente distintas, a Camacha manteve o mesmo ritmo, mas enquanto no primeiro tempo o seu ataque mostrou-se perdulário, na segunda parte esteve mais eficaz.

O Santana, ao contrário de outros jogos, já conseguiu melhorar as transições ofensivas e subir mais articulado até à baliza adversária, mas ao longo da partida não conseguiu construir oportunidades flagrantes de marcar.

Em jeito de repetição de thrillers anteriores, depois de conseguir manter a sua baliza incólume no primeiro tempo, na etapa complementar voltou a desarticular-se e a sofrer golos.

Depois de Álvaro (duas vezes) e Marquinho falharem o alvo ainda no primeiro tempo, um balão de longa distância de Custódio surpreendeu o guarda-redes Zé e abriu as hostilidades.

Através de uma jogada de bola parada, da autoria de Luís, o esférico criou alguma frisson junto da baliza de Fábio, mas foi a Camacha, que estando sempre mais perto da baliza contrária, quem acabaria por voltar a marcar. Marco aproveitou uma falha de marcação da defesa do Santana para surgir frente a Costinha e fixar o resultado fina

sábado, 21 de agosto de 2010

Início de Época

Se existe algo de expectante e excitante num início de época dos diversos campeonatos é, sem dúvida, a construção dos plantéis. Existe sempre um desejo de melhoria qualitativa dos mesmos. Dirigentes e treinadores tentam enriquecer as suas equipas, procurando a melhor solução para que os objectivos se possam concretizar. Muito do sucesso passa por este trabalho. Uma equipa bem estruturada permite, desde cedo, uma recolha de sucessos imediatos e evita que se façam reajustamentos no futuro, que, muitas vezes, põem em causa os orçamentos e contribuem para uma instabilidade interna.

Não faltam agentes da comunicação social dispostos a analisar, avaliar, apreciar as equipas e os seus intervenientes. Desde cedo, procuram delinear e até profetizar os seus rumos, assistindo a jogos de preparação, analisando os reforços, os novos treinadores; enfim tentam reunir o máximo de informação para terem uma opinião fundamentada. Durante a época, acompanham o percurso das equipas, reajustando ou até confirmando as suspeitas e análises iniciais. Sem dúvida, um trabalho de análise e de fundamento profundo que considero de interesse público e de salutar.

O que considero chocante é verificar, durante o decurso dos campeonatos, o aparecimento de comentários publicados, positivos ou negativos, de hipotéticos comentadores, sem nunca se terem deslocado, se quer, ao recinto das equipas e, mais grave ainda, sem nunca terem assistido a um encontro das mesmas. Não entendo como se pode fazer uma análise fidedigna e credível ignorando e descurando este grande pormenor.

Estando em início de época é sempre bom desejar e esperar, que o que foi identificado de menos bom no passado possa ser alterado - é sinal de evolução e de aprendizagem constante. Algo que procuro e continuarei a fazê-lo, humildemente, com a finalidade de atingir sempre mais e melhor.

domingo, 20 de junho de 2010

Pequenos Heróis


Dedico este pequeno espaço para prestar a devida homenagem e reconhecimento a um pequeno grupo de heróis, que teve o privilégio de ter sido o primeiro representante de Portugal a participar num dos torneios mais importantes, para o futebol jovem, da Europa.

Falo, como é claro do escalão de Infantis da Associação Desportiva da Camacha. No âmbito do Projecto “DES”, este grupo conseguiu estar presente no Torneio Arvika Cup, juntamente com cerca de 120 equipas oriundas dos diversos países da Europa.

Um conjunto de experiências pessoais, culturais e desportivos inesquecíveis e enriquecedoras. O contacto com uma realidade diferente, permitiu um desenvolvimento Desportivo, Educativo e Social (as linhas mestras do Projecto “DES”) a todos estes jovens.

A nível desportivo, por lapso da organização, fomos obrigados a competir num escalão diferente do que os nossos pequenos jovens pertencem. Isto é, os nossos pequenos heróis tiveram que competir não só, com a natural estatura elevada dos seus adversários (180cm), mas também contra adversários 3 e 4 anos mais velhos. Em suma, os nossos infantis contra os juvenis dos diversos países, que por sua vez, ainda podiam utilizar dois jogadores com idade de júnior. Uma desigualdade evidente e em muitos casos, ridícula.

Mas, ainda mais surpreendente foi o desempenho dos pequenotes, que entre gigantes colocaram toda a sua valentia e conhecimento técnico/táctico, em diversos momentos de jogo. Conseguiram demonstrar uma qualidade de jogo que deixou, todos os presentes, adversários, adeptos, curiosos, pasmados tecendo variados elogios à prestação portuguesa.

Reconhecimento qualitativo que, por vezes, só é reconhecido além fronteiras e muitas vezes desprezado entre portas. Só o poderio físico adversário contrastou e suplantou, a qualidade técnica dos pequenotes, que no confronto físico directo, saíram em larga desvantagem.

Enalteço, assim o trabalho desenvolvido pelos técnicos e responsáveis por este fantástico grupo, como também deixo uma palavra de apreço e um profundo agradecimento a todas as pessoas que contribuíram para proporcionar esta enriquecedora e inesquecível experiência a todos estes jovens. E a aqueles que nos fecharam as portas na cara e que, por prazer, procuram, simplesmente, denegrir o trabalho e o esforço de toda esta gente, um agradecimento especial porque nos deram força para ir em frente e relembrar que o “David venceu Golias”e nada nos irá impedir de olhar em frente.

José Barros Araújo

terça-feira, 8 de junho de 2010

José Barros Continua in Diário de Notícias da Madeira

José Barros vai continuar ao serviço do Camacha. O técnico rubricou um compromisso oficial até ao final da temporada 2010-2011. Transitam da época anterior, os seus adjuntos, António Henriques e Marco Fernandes, responsável pela preparação dos guarda-redes, enquanto Bráulio França e Nelson Gouveia deixam de pertencer aos quadros do clube camachense.

Naturalmente satisfeito pelo acordo o técnico camachense deu a conhecer os objectivos da equipa, para a próxima época, dentro de um quadro de crise: " O campeonato do próximo ano apresenta um quadro competitivo diferente, ou seja, vamos competir na zona norte. Tentaremos dentro das características da prova encontrar jogadores com o perfil adequado, que possa corresponder às expectativas que temos da zona norte. Teremos ter uma equipa competitiva, 'agressiva' , secalhar vamos ter de deixar o factor espectáculo em prol dos pontos, para depois no final termos atingido os nossos objectivos, que passam exclusivamente pela manutenção".

Confrontado com o actual quadro de crise, José Barros adiantou:" É evidente que o quadro actual trás-nos problemas acrescidos. No entanto, estamos atentos ao mercado e às novas condições, que temos de nos sujeitar. O futebol não foge à regra. Temos de apesar o cinto e ter um maior rigor financeiro a todos os níveis. Vamos arregaçar as mangas e tentar aprender com o passado, para que no futuro as coisas nos corram bem".

Quanto à constituição do plantel, o técnico camachense, referiu: " Neste momento só temos o Anderson, que está vinculado ao clube por mais um ano. Quanto aos outros estamos num processo de renovação. Queremos mexer o mínimo possível e reforçar a equipa tentando colmatar as lacunas existentes. Desejamos uma equipa bastante competitiva de autênticos trabalhadores com uma atitude de guerreiros dentro do campo".

Relativamente às saídas de Bráulio França e Nelson Gouveia, o treinador dos camachenses foi peremptório: " Não está em causa o valor de ninguém. Atendendo às nova política do clube fizeram-se alterações a todos os níveis e na equipa técnica também. Não tem nada a ver com a qualidade das pessoas em questão, mas sim com a nova política do clube".

sábado, 22 de maio de 2010

Honra aos vencedores

Final de época desportiva. Tempo de celebração dos vencedores, de desilusão dos perdedores e essencialmente de reflexão e avaliação de todo o processo desportivo.

Curiosamente, grande parte dos campeonatos europeus, incluindo o nosso, foi decidida na última jornada, proporcionando uma indefinição e mistura de sentimentos que torna o fenómeno futebol ainda mais fantástico. Em muito contribuiu a excelente campanha realizada pelo Sporting de Braga que apesar de ter ficado na 2ª posição, fê-lo com todo o mérito e conquistou um número de pontos que daria para vencer sete dos últimos dez campeonatos em Portugal.

Será justo destacar o papel do treinador neste feito. Considero não ser tarefa fácil obter este tipo de resultados numa equipa diferente dos enunciados e eternos candidatos ao título.

Se me fosse permitido eleger o treinador do ano, sem dúvida escolheria o Domingos Paciência por tudo o que conseguiu atingir e pela forma como conseguiu gerir todo o processo.

Merecedor, também, de tal destaque e nomeação, está Leonardo Jardim. Excelente treinador, com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender. Conseguiu conquistar o título da 2ªLiga e subir de divisão pelo segundo ano consecutivo em equipas diferentes. Feito só ao alcance dos melhores. Sem dúvida um treinador de eleição, figurando como um dos melhores treinadores portugueses.

Hoje é dia de final da Liga dos Campeões. Frente a frente dois colossos do futebol europeu, orientados por dois dos melhores treinadores do mundo. Espero que a vitória recaia sobre o treinador português.

Quanto á nossa selecção, só desejo uma prestação digna. A vitória no Campeonato do Mundo talvez seja um pouco utópica, mas passar a fase de grupos é o mínimo que se pode exigir. Força Portugal.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Camacha 0-0 Lagoa in Diário de Notícias

A Camacha despediu-se do Campeonato Nacional da II Divisão, com uma igualdade caseira, ante o Lagoa. Um ponto, que afastou os camachenses das contas da permanência.

No final, os adeptos locais, fizeram questão de aplaudir de forma efusiva todos os elementos do grupo de trabalho, por terem atingido os objectivos a que se predispuseram.

Quanto às incidências da partida, registe-se ao facto da Camacha ter jogado o quanto baste para assegurar o ponto, que lhe garantiu a continuidade no escalão secundário.

Tratou-se de uma partida muito táctica, com as equipas apostadas em segurar a divisão de pontos. Depois de um período pautado pelo equilíbrio, em que o único sinal de perigo aconteceu na baliza camachense, com Brito a atirar à barra, os locais ganharam algum ascendente. Aos 36 minutos, Geufer esteve à beira de marcar, mas o cabeceamento saiu sem a direcção desejada.

Na etapa complementar as equipas limitaram-se a fazer passar o tempo, através de sucessivas trocas de bola, mas sempre longe das balizas. O único sinal de perigo foi protagonizado por Dally, quando iam decorridos 53 minutos.

Arbitragem de fraca qualidade. Reacções

José Barros (técnico da Camacha): " Foi um jogo de final de época com as equipas longe do seu melhor. Defrontamos um equipa perigosa no contra-golpe, mas tivemos sempre por cima. Estamos de parabéns por termos concretizado o objectivo primordial, que era a manutenção, porque a época foi muito complicada".

Luís Coelho (técnico do Lagoa): " Fizemos o jogo possível. Acusamos algum cansaço por termos jogado na quarta-feira para a Taça do Algarve. Fomos inteligentes e acabamos por sair com o resultado que nos satisfez"