domingo, 20 de junho de 2010

Pequenos Heróis


Dedico este pequeno espaço para prestar a devida homenagem e reconhecimento a um pequeno grupo de heróis, que teve o privilégio de ter sido o primeiro representante de Portugal a participar num dos torneios mais importantes, para o futebol jovem, da Europa.

Falo, como é claro do escalão de Infantis da Associação Desportiva da Camacha. No âmbito do Projecto “DES”, este grupo conseguiu estar presente no Torneio Arvika Cup, juntamente com cerca de 120 equipas oriundas dos diversos países da Europa.

Um conjunto de experiências pessoais, culturais e desportivos inesquecíveis e enriquecedoras. O contacto com uma realidade diferente, permitiu um desenvolvimento Desportivo, Educativo e Social (as linhas mestras do Projecto “DES”) a todos estes jovens.

A nível desportivo, por lapso da organização, fomos obrigados a competir num escalão diferente do que os nossos pequenos jovens pertencem. Isto é, os nossos pequenos heróis tiveram que competir não só, com a natural estatura elevada dos seus adversários (180cm), mas também contra adversários 3 e 4 anos mais velhos. Em suma, os nossos infantis contra os juvenis dos diversos países, que por sua vez, ainda podiam utilizar dois jogadores com idade de júnior. Uma desigualdade evidente e em muitos casos, ridícula.

Mas, ainda mais surpreendente foi o desempenho dos pequenotes, que entre gigantes colocaram toda a sua valentia e conhecimento técnico/táctico, em diversos momentos de jogo. Conseguiram demonstrar uma qualidade de jogo que deixou, todos os presentes, adversários, adeptos, curiosos, pasmados tecendo variados elogios à prestação portuguesa.

Reconhecimento qualitativo que, por vezes, só é reconhecido além fronteiras e muitas vezes desprezado entre portas. Só o poderio físico adversário contrastou e suplantou, a qualidade técnica dos pequenotes, que no confronto físico directo, saíram em larga desvantagem.

Enalteço, assim o trabalho desenvolvido pelos técnicos e responsáveis por este fantástico grupo, como também deixo uma palavra de apreço e um profundo agradecimento a todas as pessoas que contribuíram para proporcionar esta enriquecedora e inesquecível experiência a todos estes jovens. E a aqueles que nos fecharam as portas na cara e que, por prazer, procuram, simplesmente, denegrir o trabalho e o esforço de toda esta gente, um agradecimento especial porque nos deram força para ir em frente e relembrar que o “David venceu Golias”e nada nos irá impedir de olhar em frente.

José Barros Araújo

terça-feira, 8 de junho de 2010

José Barros Continua in Diário de Notícias da Madeira

José Barros vai continuar ao serviço do Camacha. O técnico rubricou um compromisso oficial até ao final da temporada 2010-2011. Transitam da época anterior, os seus adjuntos, António Henriques e Marco Fernandes, responsável pela preparação dos guarda-redes, enquanto Bráulio França e Nelson Gouveia deixam de pertencer aos quadros do clube camachense.

Naturalmente satisfeito pelo acordo o técnico camachense deu a conhecer os objectivos da equipa, para a próxima época, dentro de um quadro de crise: " O campeonato do próximo ano apresenta um quadro competitivo diferente, ou seja, vamos competir na zona norte. Tentaremos dentro das características da prova encontrar jogadores com o perfil adequado, que possa corresponder às expectativas que temos da zona norte. Teremos ter uma equipa competitiva, 'agressiva' , secalhar vamos ter de deixar o factor espectáculo em prol dos pontos, para depois no final termos atingido os nossos objectivos, que passam exclusivamente pela manutenção".

Confrontado com o actual quadro de crise, José Barros adiantou:" É evidente que o quadro actual trás-nos problemas acrescidos. No entanto, estamos atentos ao mercado e às novas condições, que temos de nos sujeitar. O futebol não foge à regra. Temos de apesar o cinto e ter um maior rigor financeiro a todos os níveis. Vamos arregaçar as mangas e tentar aprender com o passado, para que no futuro as coisas nos corram bem".

Quanto à constituição do plantel, o técnico camachense, referiu: " Neste momento só temos o Anderson, que está vinculado ao clube por mais um ano. Quanto aos outros estamos num processo de renovação. Queremos mexer o mínimo possível e reforçar a equipa tentando colmatar as lacunas existentes. Desejamos uma equipa bastante competitiva de autênticos trabalhadores com uma atitude de guerreiros dentro do campo".

Relativamente às saídas de Bráulio França e Nelson Gouveia, o treinador dos camachenses foi peremptório: " Não está em causa o valor de ninguém. Atendendo às nova política do clube fizeram-se alterações a todos os níveis e na equipa técnica também. Não tem nada a ver com a qualidade das pessoas em questão, mas sim com a nova política do clube".

sábado, 22 de maio de 2010

Honra aos vencedores

Final de época desportiva. Tempo de celebração dos vencedores, de desilusão dos perdedores e essencialmente de reflexão e avaliação de todo o processo desportivo.

Curiosamente, grande parte dos campeonatos europeus, incluindo o nosso, foi decidida na última jornada, proporcionando uma indefinição e mistura de sentimentos que torna o fenómeno futebol ainda mais fantástico. Em muito contribuiu a excelente campanha realizada pelo Sporting de Braga que apesar de ter ficado na 2ª posição, fê-lo com todo o mérito e conquistou um número de pontos que daria para vencer sete dos últimos dez campeonatos em Portugal.

Será justo destacar o papel do treinador neste feito. Considero não ser tarefa fácil obter este tipo de resultados numa equipa diferente dos enunciados e eternos candidatos ao título.

Se me fosse permitido eleger o treinador do ano, sem dúvida escolheria o Domingos Paciência por tudo o que conseguiu atingir e pela forma como conseguiu gerir todo o processo.

Merecedor, também, de tal destaque e nomeação, está Leonardo Jardim. Excelente treinador, com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender. Conseguiu conquistar o título da 2ªLiga e subir de divisão pelo segundo ano consecutivo em equipas diferentes. Feito só ao alcance dos melhores. Sem dúvida um treinador de eleição, figurando como um dos melhores treinadores portugueses.

Hoje é dia de final da Liga dos Campeões. Frente a frente dois colossos do futebol europeu, orientados por dois dos melhores treinadores do mundo. Espero que a vitória recaia sobre o treinador português.

Quanto á nossa selecção, só desejo uma prestação digna. A vitória no Campeonato do Mundo talvez seja um pouco utópica, mas passar a fase de grupos é o mínimo que se pode exigir. Força Portugal.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Camacha 0-0 Lagoa in Diário de Notícias

A Camacha despediu-se do Campeonato Nacional da II Divisão, com uma igualdade caseira, ante o Lagoa. Um ponto, que afastou os camachenses das contas da permanência.

No final, os adeptos locais, fizeram questão de aplaudir de forma efusiva todos os elementos do grupo de trabalho, por terem atingido os objectivos a que se predispuseram.

Quanto às incidências da partida, registe-se ao facto da Camacha ter jogado o quanto baste para assegurar o ponto, que lhe garantiu a continuidade no escalão secundário.

Tratou-se de uma partida muito táctica, com as equipas apostadas em segurar a divisão de pontos. Depois de um período pautado pelo equilíbrio, em que o único sinal de perigo aconteceu na baliza camachense, com Brito a atirar à barra, os locais ganharam algum ascendente. Aos 36 minutos, Geufer esteve à beira de marcar, mas o cabeceamento saiu sem a direcção desejada.

Na etapa complementar as equipas limitaram-se a fazer passar o tempo, através de sucessivas trocas de bola, mas sempre longe das balizas. O único sinal de perigo foi protagonizado por Dally, quando iam decorridos 53 minutos.

Arbitragem de fraca qualidade. Reacções

José Barros (técnico da Camacha): " Foi um jogo de final de época com as equipas longe do seu melhor. Defrontamos um equipa perigosa no contra-golpe, mas tivemos sempre por cima. Estamos de parabéns por termos concretizado o objectivo primordial, que era a manutenção, porque a época foi muito complicada".

Luís Coelho (técnico do Lagoa): " Fizemos o jogo possível. Acusamos algum cansaço por termos jogado na quarta-feira para a Taça do Algarve. Fomos inteligentes e acabamos por sair com o resultado que nos satisfez"

Empate ajustado e manutenção garantida in Jornal da Madeira

A AD Camacha empatou ontem (0-0) diante dos algarvios do Lagoa, mas acabou por conseguir o objectivo principal a que se propôs: a manutenção.
A igualdade que se verificou ao longo dos noventa minutos, ajusta-se perfeitamente ao desenrolar da partida, apesar das duas equipas terem desfrutado de oportunidades para fazer funcionar o marcador.
Contudo, nesse capítulo os camachenses estiveram sempre mais perto da baliza adversária, falhando no entanto na finalização.
Na primeira parte, pôde-se assitir a um jogo de razoável qualidade, com as duas equipas empenhadas na procura da baliza contrária.
Nessa fase, Rogerinho teve uma soberana oportunidade para colocar a sua equipa na frente, mas a boa intervenção de Ricardo evitou que o Lagoa fosse para o intervalo a perder.
Na etapa complementar, assitiu-se a um maior equilíbrio entre as parte, mas Daly teve nos pés a oportunidade de fazer o golo, quando correspondeu bem a um cruzamento. Contudo, o remate saiu por cima da baliza de Ricardo, gorando-se assim mais uma oportunidade.
A partir dos 75 minutos, o jogo ficou mais equilibrado e o Lagoa, aproveitou para lançar alguns contra-ataques, no sentido de apanhar desprevenida a defesa camachense.
O conjunto da casa tentou sempre acercar-se da baliza visitante, mas a pecha foi sempre a finalização deficiente, facto que acabou por resultar no “nulo” final que serviu inteiramente os interesses do conjunto orientado por José Barros que acabou por conseguir a tão desejada manutenção na II divisão nacional.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Adormecer mas acordar ainda a tempo de evitar derrota in Jornal da Madeira

A precisar de pontuar, o Real instalou-se no meio terreno visitante, mas sem criar oportunidades de golo, e apenas aos 33’ surgiu a priemira ocasião: Salomão isola-se, retira um defensor da sua frente, remata raso, mas o esférico sai junto ao poste esquerdo das redes de Fábio. E por aí se ficaram as ocasiões de logo ao longo da metade inicial
O intervalo amoleceu a turma madeirense, aproveitando os locais para abrir o activo, aos 47’, com Salomão a centrar do lado esquerdo ao segundo poste e, de cabeça, Ailton fazer o golo. Continuou a turma do Real mais incisiva no ataque e após perdida aos 50’, um minuto volvido, Eduardo Simões de cabeça fez o segundo golo da sua equipa.
Em desvantagem, o José Barros apostou numa toada mais ofensiva conseguindo um tento na transformação de uma grande penalidade por Geufer, decorria o minuto 72. De seguida colocou mais dois jogadores de características mais atacantes, face a ter mais um elemento em campo depois da expulsão do guardião contrário a quando da grande penalidade. Já em tempo de compensação a equipa madeirense chegou à igualdade novamente na transformação de uma grande penalidade com Geufer a bisar na partida, num jogo que valeu pela segunda parte, designadamente pela boa entrada da turma da casa e também pela reacção dos madeirenses.

Bruno Miguel

Filipe Ramos (Real): «Não temos palavras para descrever o que sentimos, foi das maiores injustiças, fizemos um bom jogo tivemos o jogo controlado e sofremos um golo de penalti. Ficámos com dez jogadores mas o nosso adversário não conseguiu ter oportunidades de marcar. Depois apareceu o segundo penalti…»

José Barros (Camacha): «Jogo equilibrado, tentámos controlar e conseguimos na primeira parte. Na segunda parte entrámos mal no jogo, sofremos dois golos e tivemos de ir atrás do prejuízo, como alguém disse, “colocando toda a carne no assador” e conseguimos o empate. Parabéns aos jogadores pelo que conseguiram».

Real Massamá, 2 AD Camacha, 2 in Diário de Notícias da Madeira

Foi com alguma sorte que a Camacha arrancou um importante ponto
para evitar a descida de divisão. O conjunto da Pérola do Atlântico
teve o mérito de sempre acreditar que era impossível evitar a
derrota, aproveitando alguma ingenuidade da jovem equipa adversária.

A primeira parte do encontro foi enfadonha, sem motivos de interesses,
e só na etapa complementar é que se viu alguma qualidade.
Aos 50 minutos, o jogo parecia resolvido. A formação do Real aproveitou
uma entrada adormecida da Camacha na segunda parte e marcou
dois golos, em três minutos, que pareciam ter resolvido o encontro.
José Barros mexeu de imediato na equipa - retirou o médio Pita
para entrar o avançado a Anderson -, mas os madeirenses, apesar
de empurrarem o adversário para o seu último reduto, eram
incapazes de criar perigo. A equipa da casa continuava a tomar
conta do jogo e o guardião Fábio, que foi mal batido no primeiro
golo sofrido, evitava um resultado mais volumoso.

Até que Dally, aos 69 minutos, surge isolado só com
Bruno Fernandes pela frente e é carregado. Grande penalidade
bem marcada, com o guardião a ser expulso, e Geufer reduziu
a diferença. O tento ilhéu relançou a partida e o técnico visitante
arriscou tudo, passando a jogar com três defesas.

A entrada do veterano Joel Santos permitiu aos insulares acelerar
o ritmo, mas as melhores oportunidades continuavam a pertencer
à formação do Real, apesar de actuar com menos um elemento.
Contudo, já no tempo de compensação, surgiu mais um penálti abençoado
para a Camacha, desta vez a castigar mão de Hugo Rosa. A responsabilidade
voltou a recair sobre os ombros do brasileiro Gaufer, que não desperdiçou
a hipótese do empate. O golo foi muito festejado por toda a comitiva
insular e poderá revelar-se decisivo nas contas da manutenção. Na última
jornada, os camacheiros recebem o Lagoa, bastando um empate para não
ser preciso fazer contas.

Arbitragem regular.

Treinadores

Filipe Ramos, (treinador do Real)
"Não temos palavras para descrever aquilo que sentimos. Foi das maiores
injustiças a que já assistiu. Jogamos muito bem e tínhamos o jogo
controlado e depois com o primeiro penálti ficamos mais intranquilos".

José Barros, (treinador da Camacha)
"Foi um jogo equilibrado e sabíamos que o Real necessitava de vencer
esta partida. Na segunda parte entramos mal, cometemos dois erros,
e, depois de estar a perder 2-0, coloquei toda a carne no assador. Chegamos,
felizmente, ao empate".


Miguel Gouveia Pereira