sábado, 22 de maio de 2010

Honra aos vencedores

Final de época desportiva. Tempo de celebração dos vencedores, de desilusão dos perdedores e essencialmente de reflexão e avaliação de todo o processo desportivo.

Curiosamente, grande parte dos campeonatos europeus, incluindo o nosso, foi decidida na última jornada, proporcionando uma indefinição e mistura de sentimentos que torna o fenómeno futebol ainda mais fantástico. Em muito contribuiu a excelente campanha realizada pelo Sporting de Braga que apesar de ter ficado na 2ª posição, fê-lo com todo o mérito e conquistou um número de pontos que daria para vencer sete dos últimos dez campeonatos em Portugal.

Será justo destacar o papel do treinador neste feito. Considero não ser tarefa fácil obter este tipo de resultados numa equipa diferente dos enunciados e eternos candidatos ao título.

Se me fosse permitido eleger o treinador do ano, sem dúvida escolheria o Domingos Paciência por tudo o que conseguiu atingir e pela forma como conseguiu gerir todo o processo.

Merecedor, também, de tal destaque e nomeação, está Leonardo Jardim. Excelente treinador, com quem tive o privilégio de trabalhar e aprender. Conseguiu conquistar o título da 2ªLiga e subir de divisão pelo segundo ano consecutivo em equipas diferentes. Feito só ao alcance dos melhores. Sem dúvida um treinador de eleição, figurando como um dos melhores treinadores portugueses.

Hoje é dia de final da Liga dos Campeões. Frente a frente dois colossos do futebol europeu, orientados por dois dos melhores treinadores do mundo. Espero que a vitória recaia sobre o treinador português.

Quanto á nossa selecção, só desejo uma prestação digna. A vitória no Campeonato do Mundo talvez seja um pouco utópica, mas passar a fase de grupos é o mínimo que se pode exigir. Força Portugal.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Camacha 0-0 Lagoa in Diário de Notícias

A Camacha despediu-se do Campeonato Nacional da II Divisão, com uma igualdade caseira, ante o Lagoa. Um ponto, que afastou os camachenses das contas da permanência.

No final, os adeptos locais, fizeram questão de aplaudir de forma efusiva todos os elementos do grupo de trabalho, por terem atingido os objectivos a que se predispuseram.

Quanto às incidências da partida, registe-se ao facto da Camacha ter jogado o quanto baste para assegurar o ponto, que lhe garantiu a continuidade no escalão secundário.

Tratou-se de uma partida muito táctica, com as equipas apostadas em segurar a divisão de pontos. Depois de um período pautado pelo equilíbrio, em que o único sinal de perigo aconteceu na baliza camachense, com Brito a atirar à barra, os locais ganharam algum ascendente. Aos 36 minutos, Geufer esteve à beira de marcar, mas o cabeceamento saiu sem a direcção desejada.

Na etapa complementar as equipas limitaram-se a fazer passar o tempo, através de sucessivas trocas de bola, mas sempre longe das balizas. O único sinal de perigo foi protagonizado por Dally, quando iam decorridos 53 minutos.

Arbitragem de fraca qualidade. Reacções

José Barros (técnico da Camacha): " Foi um jogo de final de época com as equipas longe do seu melhor. Defrontamos um equipa perigosa no contra-golpe, mas tivemos sempre por cima. Estamos de parabéns por termos concretizado o objectivo primordial, que era a manutenção, porque a época foi muito complicada".

Luís Coelho (técnico do Lagoa): " Fizemos o jogo possível. Acusamos algum cansaço por termos jogado na quarta-feira para a Taça do Algarve. Fomos inteligentes e acabamos por sair com o resultado que nos satisfez"

Empate ajustado e manutenção garantida in Jornal da Madeira

A AD Camacha empatou ontem (0-0) diante dos algarvios do Lagoa, mas acabou por conseguir o objectivo principal a que se propôs: a manutenção.
A igualdade que se verificou ao longo dos noventa minutos, ajusta-se perfeitamente ao desenrolar da partida, apesar das duas equipas terem desfrutado de oportunidades para fazer funcionar o marcador.
Contudo, nesse capítulo os camachenses estiveram sempre mais perto da baliza adversária, falhando no entanto na finalização.
Na primeira parte, pôde-se assitir a um jogo de razoável qualidade, com as duas equipas empenhadas na procura da baliza contrária.
Nessa fase, Rogerinho teve uma soberana oportunidade para colocar a sua equipa na frente, mas a boa intervenção de Ricardo evitou que o Lagoa fosse para o intervalo a perder.
Na etapa complementar, assitiu-se a um maior equilíbrio entre as parte, mas Daly teve nos pés a oportunidade de fazer o golo, quando correspondeu bem a um cruzamento. Contudo, o remate saiu por cima da baliza de Ricardo, gorando-se assim mais uma oportunidade.
A partir dos 75 minutos, o jogo ficou mais equilibrado e o Lagoa, aproveitou para lançar alguns contra-ataques, no sentido de apanhar desprevenida a defesa camachense.
O conjunto da casa tentou sempre acercar-se da baliza visitante, mas a pecha foi sempre a finalização deficiente, facto que acabou por resultar no “nulo” final que serviu inteiramente os interesses do conjunto orientado por José Barros que acabou por conseguir a tão desejada manutenção na II divisão nacional.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Adormecer mas acordar ainda a tempo de evitar derrota in Jornal da Madeira

A precisar de pontuar, o Real instalou-se no meio terreno visitante, mas sem criar oportunidades de golo, e apenas aos 33’ surgiu a priemira ocasião: Salomão isola-se, retira um defensor da sua frente, remata raso, mas o esférico sai junto ao poste esquerdo das redes de Fábio. E por aí se ficaram as ocasiões de logo ao longo da metade inicial
O intervalo amoleceu a turma madeirense, aproveitando os locais para abrir o activo, aos 47’, com Salomão a centrar do lado esquerdo ao segundo poste e, de cabeça, Ailton fazer o golo. Continuou a turma do Real mais incisiva no ataque e após perdida aos 50’, um minuto volvido, Eduardo Simões de cabeça fez o segundo golo da sua equipa.
Em desvantagem, o José Barros apostou numa toada mais ofensiva conseguindo um tento na transformação de uma grande penalidade por Geufer, decorria o minuto 72. De seguida colocou mais dois jogadores de características mais atacantes, face a ter mais um elemento em campo depois da expulsão do guardião contrário a quando da grande penalidade. Já em tempo de compensação a equipa madeirense chegou à igualdade novamente na transformação de uma grande penalidade com Geufer a bisar na partida, num jogo que valeu pela segunda parte, designadamente pela boa entrada da turma da casa e também pela reacção dos madeirenses.

Bruno Miguel

Filipe Ramos (Real): «Não temos palavras para descrever o que sentimos, foi das maiores injustiças, fizemos um bom jogo tivemos o jogo controlado e sofremos um golo de penalti. Ficámos com dez jogadores mas o nosso adversário não conseguiu ter oportunidades de marcar. Depois apareceu o segundo penalti…»

José Barros (Camacha): «Jogo equilibrado, tentámos controlar e conseguimos na primeira parte. Na segunda parte entrámos mal no jogo, sofremos dois golos e tivemos de ir atrás do prejuízo, como alguém disse, “colocando toda a carne no assador” e conseguimos o empate. Parabéns aos jogadores pelo que conseguiram».

Real Massamá, 2 AD Camacha, 2 in Diário de Notícias da Madeira

Foi com alguma sorte que a Camacha arrancou um importante ponto
para evitar a descida de divisão. O conjunto da Pérola do Atlântico
teve o mérito de sempre acreditar que era impossível evitar a
derrota, aproveitando alguma ingenuidade da jovem equipa adversária.

A primeira parte do encontro foi enfadonha, sem motivos de interesses,
e só na etapa complementar é que se viu alguma qualidade.
Aos 50 minutos, o jogo parecia resolvido. A formação do Real aproveitou
uma entrada adormecida da Camacha na segunda parte e marcou
dois golos, em três minutos, que pareciam ter resolvido o encontro.
José Barros mexeu de imediato na equipa - retirou o médio Pita
para entrar o avançado a Anderson -, mas os madeirenses, apesar
de empurrarem o adversário para o seu último reduto, eram
incapazes de criar perigo. A equipa da casa continuava a tomar
conta do jogo e o guardião Fábio, que foi mal batido no primeiro
golo sofrido, evitava um resultado mais volumoso.

Até que Dally, aos 69 minutos, surge isolado só com
Bruno Fernandes pela frente e é carregado. Grande penalidade
bem marcada, com o guardião a ser expulso, e Geufer reduziu
a diferença. O tento ilhéu relançou a partida e o técnico visitante
arriscou tudo, passando a jogar com três defesas.

A entrada do veterano Joel Santos permitiu aos insulares acelerar
o ritmo, mas as melhores oportunidades continuavam a pertencer
à formação do Real, apesar de actuar com menos um elemento.
Contudo, já no tempo de compensação, surgiu mais um penálti abençoado
para a Camacha, desta vez a castigar mão de Hugo Rosa. A responsabilidade
voltou a recair sobre os ombros do brasileiro Gaufer, que não desperdiçou
a hipótese do empate. O golo foi muito festejado por toda a comitiva
insular e poderá revelar-se decisivo nas contas da manutenção. Na última
jornada, os camacheiros recebem o Lagoa, bastando um empate para não
ser preciso fazer contas.

Arbitragem regular.

Treinadores

Filipe Ramos, (treinador do Real)
"Não temos palavras para descrever aquilo que sentimos. Foi das maiores
injustiças a que já assistiu. Jogamos muito bem e tínhamos o jogo
controlado e depois com o primeiro penálti ficamos mais intranquilos".

José Barros, (treinador da Camacha)
"Foi um jogo equilibrado e sabíamos que o Real necessitava de vencer
esta partida. Na segunda parte entramos mal, cometemos dois erros,
e, depois de estar a perder 2-0, coloquei toda a carne no assador. Chegamos,
felizmente, ao empate".


Miguel Gouveia Pereira

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Crónica A gestão do plantel por José Barros

A gestão de um plantel e de uma época desportiva obedece a vários factores que podem determinar o sucesso ou o insucesso da mesma. Um dos aspectos a ter em conta, são os quadros competitivos. Há quem defenda que em Portugal se treina demais e que se devia seguir o exemplo de outros países onde se efectuam, muitas vezes, três jogos por semana. Mas, também, é certo que esses mesmos treinadores acabam por se queixar quando confrontados com tal panorama. Poderá parecer um contracenso, mas é algo totalmente explicável.

A diferença dos quadros competitivos nas equipas é um factor determinante. O quadro competitivo de uma equipa de topo, onde tem que participar em diferentes competições durante uma época desportiva, é totalmente diferente de um conjunto cuja preocupação é garantir a manutenção.

Daí haver uma necessidade de gerir todos os recursos humanos, para que os atletas possam estar na sua melhor forma em todas as competições em que estão inseridos. Isto implica ter um plantel equilibrado e recheado de soluções e alternativas válidas. Algo que um clube de menor dimensão não consegue obter.

Um atleta consegue render mais se os tempos de repouso entre competições for adequado, o que significa que os jogadores duma equipa mais modesta, mais tarde ou mais cedo, iriam entrar em sobretreino, o que afectaria a forma física e mental, mais rapidamente, do que de uma equipa com recursos mais avantajados.

Creio que a medida de fixar um número máximo de atletas por equipa poderá ser uma medida positiva. Com certeza que o intuito é minimizar as diferenças entre os grandes clubes e os pequenos, mas considero que aproximar o número de jogos entre todas as equipas, poderá, também, permitir que todos os jogadores, no final da época tenham cumprido, o mesmo tempo de jogo, reduzindo as hipóteses de haver equipas beneficiadas.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Igualdade premeia e ao mesmo tempo penaliza ambas as formações in Jornal da Madeira

A permente necessidade de pontuar, forçou ambos os técnicos a uma postura mais retraída, o que tornou o jogo algo monótono, pese o grande empenho por parte dos intervenientes, que apenas teve emoção nos derradeiros minutos da contenda.
Os verde-rubros entraram ligeiramente mais agressivos, com o primeiro alerta de perigo, a ser lançado, logo aos 6’, por Rodrigo António com um remate junto à barra da baliza à guarda de Fábio. Quatro minutos volvidos, após um centro de Yuri, Fábio desviou perante a ameaça de Fidelis. Aos 17’, foi Helmut que testou a atenção do guarda-redes da Camacha.
Apenas aos 17’, a Camacha se acercou com relativo perigo da baliza de Marcelo mas o remate, desferido já com pouco ângulo por Dally saiu ao lado. A partida entrou então numa fase algo confusa, com muitos passes transviados. Aos 42’, Marcelo mostrou-se muito atento, após um livre cobrado por Joel Santos. Ainda antes do intervalo, Fábio esteve bem, após um livre de Yuri.
A segunda metade foi um pouco mais emotiva. Aos 60, Custódio rematou de longe para defesa instintiva de Marcelo. Os verde-rubros procuraram arriscar um pouco mais e aos 77’, Marquinho obrigou Fábio a defesa apertada. Mas foi nos últimos minutos, que o jogo ganhou intensidade e emoção. Aos 84’ Rúben Ferreira cobrou um livre, Ricardo Machado colocou no “coração” da área e Cristiano cabeceou à barra. Na jogada seguinte, foi Luís Olim que enviou a bola sobre a barra. Aos 86’, após um canto de João Pedro, Fidélis fez a bola passar junto ao poste da baliza à guarda de Fábio. Aos 89’, foi Rogerinho na marcação de um livre, quem obrigou Marcelo a aplicar-se, para já em período de descontos, a Camacha dispôr da sua melhor oportunidade, com Anderson a rematar e Marcelo a corresponder com uma explêndida defesa.
Em suma, pelo equilíbro registado, o resultado final terá de aceitar-se como justo.

José Barros (Treinador da Camacha): “Foi um jogo equilibrado, muito táctico, mas com ambas as equipas a procurarem vencer. Este era um “match point”, não o conseguimos concretizar, mas teremos outros. Vamos continuar a trabalhar e procurar que as coisas corram bem para a Camacha”.

Pedro Martins (Treinador do Marítimo B): “Foi um jogo equilibrado, embora na segunda parte tivessemos maior caudal ofensivo. Penso que, por tudo o que se passou, o resultado é justo. Um ponto acaba por ser bom. Será uma luta titânica até ao fim, mas temos todas as condições para obter a permanência”.