domingo, 31 de janeiro de 2010
Camacha ineficaz não venceu carrasco da Taça in Jornal de Notícias
Falta de pontaria acabou por castigar a Camacha que continua em jejum de vitórias in Diário de Notícias
| A AD Camacha empatou na tarde de ontem com o Pinhalnovense, num jogo disputado quase sempre em condições metereológicas adversas, com muito nervoeiro, frio e chuva à mistura. Numa reedição dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, a Camacha falhou a vingança da eliminação caseira por culpa própria, errando em demasia num dos mais importantes capítulo do jogo: a finalização. Contudo, apesar do nulo, a equipa da casa foi quase sempre mais forte e só se pode queixar de si própria depois de ver Anderson, mesmo no fim do jogo, falhar de forma incrível dois golos. Foi uma primeira parte em que a Camacha, com uma excelente atitude, dominou a seu bel-prazer. Os homens da casa apresentaram-se bem organizados e melhor distribuídos no campo, facto que ia roubando aos forasteiros qualquer capacidade de armar o contra-ataque. Aos 17 minutos Evandro falha de forma incrível o golo, após um canto, ao cabecear de cima para baixo, mas o esférico acabou por subir demasiado e passar por cima da barra. O domínio dos homens da casa era evidente até nos remates, oito, contra apenas dois do Pinhalnovense, que criou perigo através de um livre frontal com Gonçalo Quináz. A segunda parte trouxe maior equilíbrio ao jogo, mas com a Camacha sempre no comando da partida. Foi preciso esperar até aos 77m para ver perigo do Pinhalnovense. Aos 83 e aos 91 minutos, Anderson, que tinha entrado aos 69m, fica de forma negativa para a história do jogo ao falhar dois golos feitos. No primeiro, falha o toque final a passe de Marco, no segundo, faz o chapéu ao guarda-redes forasteiro, mas para fora. Reacções José Barros (Camacha): "Pelas dificuldades, pelo empenhamento, tenho de dar os parabéns aos jogadores por aquilo que fizeram. Fizemos um dos melhores jogos da época. Criamos muitas oportunidades mas só falhamos na finalização. Fica uma palavra de apreço às famílias dos jogadores. " Paulo Fonseca (Pinhalnovense): "Não fizemos um bom jogo, pelo estado do relvado. Temos dificuldades em terrenos pesados. Tivemos alguma felicidade no fim do jogo. Reconheço que a Camacha hoje esteve melhor que nós". |
| Marco Freitasmfre |
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
“Bomba” resolveu a contenda in Jornal da Madeira
Os madeirenses estiveram a ganhar, mas não resistiram à melhor qualidade individual e colectiva patenteada pelos algarvios. A maior posse de bola que teve desde o início, não foi para o Louletano sinónimo de grande produção ofensiva e oportunidades de golo.
Em 4x3x3, as duas equipas proporcionaram um começo sonolento, em que o perigo, só aos 20 minutos rondou uma das balizas, mercê de uma jogada individual de Matias, que Fausto não aproveitou para colocar o Louletano em vantagem. Quinze minutos depois, novo desequilíbrio individual dos algarvios, agora de Pintinho, que ofereceu o golo a Wegno, que trapalhão, não soube aproveitar. Quem não marca arrisca-se a sofrer e foi o que aconteceu ao Louletano, que, numa das raras investidas madeirenses, um cruzamento largo de Custódio encontrou o corpo de Fausto, que introduziu a bola na própria baliza.
Algarvios mais determinados
O Louletano entrou com determinação para a segunda parte, e Matias, por duas vezes nos primeiros quatro minutos, não conseguiu desviar de cabeça, dois cruzamentos da direita.
Entre o minuto 65 e o 68, a Camacha poderia ter aumentado a vantagem, primeiro por Joel Santos e depois por Custódio.
O treinador Paulo Renato reforçou o ataque algarvio com a entrada de Fábio, e, cinco minutos depois, o avançado emprestado pelo Olhanense, teve bela execução de cabeça, e empatou o jogo.
Até que aos 80 minutos, Alberto, num remate de primeira e sem a bola bater na relva, rematou sem hipótese de defesa para o guarda-redes madeirense, colocando justiça no marcador.
Com dez minutos por jogar, o Louletano controlou o tempo e a bola, onde, só um livre de José Paulo, com excelente defesa de Bruno Lúcio, colocou em causa o resultado. O juiz teve uma boa prestação ao jogo.
Bruno Miguel
Louletano 2-1 AD Camacha in Diário de Notícias
No período inicial imperou o equilíbrio, com o Camacha a procurar segurar a bola, mormente a meio-campo, onde Joel Santos, José Paulo e Pita travavam as iniciativas do Louletano e ao mesmo tempo lançavam os elementos mais adiantados. O golo resultou de um lance infeliz de um defesa da casa, e, em abono da verdade, não se pode dizer que tivesse sido justificado até então.
Os madeirenses, contudo, não tiveram arte para segurar o avanço no marcador, muito por culpa da toada franca e desinibida dos homens de Loulé. As substituições operadas por Paulo Renato deram a clara ideia que a ordem era atacar. O Camacha tentou responder, em especial depois do 1-1, com José Barros a lançar unidades mais frescas, mas em vão… e o 2-1 acabou por sentenciar a contenda.
O Louletano distanciou-se mais do Camacha, em termos de tabela classificativa, após um jogo em que a equipa de arbitragem deixou algo a desejar, abusando dos cartões e procurando protagonismo. A um árbitro pede-se precisamente o contrário.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Falta de inspiração ditou afastamento in Jornal de Notícias
| Camachenses contestaram trabalho do árbitro que veio do Porto, mas não foi tudo |
| Falta de inspiração ditou afastamento |
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Excelente CAN
Excelente, fantástico, electrizante, são muitos os adjectivos que podemos utilizar para caracterizar o Campeonato das Nações Africanas. Em muito tem contribuído a excelente cobertura televisiva que permite, a todos os amantes do futebol, acompanhar, a passo e passo, o desenrolar da competição mais importante do Continente Africano.
Naturalmente, grande parte deste sucesso advém do futebol praticado pelos seus executantes. Jogadores, treinadores e árbitros têm contribuído para dignificar o seu País, tal como, a modalidade em si, procurando a verdade desportiva, sem malabarismos ou estratégias de anti-jogo, que infelizmente ainda se vê por muitos campos do nosso País. Competição manchada só, pelo triste e reprovável ataque deferido à selecção do Togo. Ataque, este, que ultrapassa o fenómeno desportivo.
Em especial destaque, Manuel José, ao serviço da Selecção de Angola e Paulo Duarte ao serviço da Selecção do Burkina Faso, têm demonstrado e provado a qualidade do treinador português. A excelente campanha destas duas selecções deve-se, sem margem de dúvida, ao trabalho realizado por estes dois técnicos. A organização, o rigor táctico e disciplinar, o talento são características que saltam à vista nestas duas equipas. No entanto, a tarefa seja, talvez, mais complicada para Paulo Duarte, visto os recursos humanos serem, aparentemente, mais limitados.
Deste modo, deixo uma palavra de apreço a todos os que têm permitido que desfrutar deste grande acontecimento desportivo, onde a qualidade é evidente, emergente e contagiante. Faço votos, também, que pelo menos um dos treinadores, acima mencionados, consiga vencer o CAN, de forma a incentivar e motivar a Selecção das Quinas para uma excelente prestação em terras africanas.
José Barros
Camacha, 0 Pinhalnovense, 1 Esqueceram-se do 'bailinho in Diário de Notícias
| Não se dança mais o 'bailinho' da Madeira na Taça de Portugal. A Camacha 'caiu do céu', com um 'tiro' certeiro do Pinhalnovense, e não vale a pena atirar (todas) as culpas para cima do trio de arbitragem, como desculpa para justificar uma exibição cinzenta - a colorida durou apenas dez minutos. É verdade que os maus 'homens do apito' tiveram interpretações incorrectas em muitos lances, prejudicando a equipa da casa, sobretudo no lance que ditou a expulsão injusta de Agrela, mas no principal há que vincar a tarde pouco inspirada dos camachenses. Entrou forte a equipa da Camacha, disposta a resolver a eliminatória bem cedo. Aos 8 minutos, Nivaldo atirou de cabeça à barra, no minuto seguinte Anderson, em remate acrobático, rematou à figura de Paulo Alves, e aos 10 minutos foi a vez de Dally chutar ligeiramente por cima. E… acabou-se, a Camacha ficou-se por ali, não mais criou perigo, porque a equipa adversária acertou nas marcações. A luta do meio-campo perdeu-se e o esquema táctico (4x3x3) tornou-se previsível, apesar das constantes trocas dos três homens da frente - Nivaldo, Anderson e Dally. O problema estava mesmo no miolo, onde faltavam 'peças' - ali o 4x4x2 em losango, que já tantas alegrias deu à Camacha teria sido, provavelmente, mais eficaz, pois o ataque ganharia mais um elo de ligação. O jogo arrastou-se até ao intervalo, com o crescimento sustentado do Pinhalnovense, materializado em golo já no segundo tempo, logo aos dois minutos. Num desamparado meio-campo, Amaro Filipe conquistou a bola e com um passe magistral isolou Laurindo , que à saída de Fábio meteu a bola por entre as pernas do guarda-redes… até ao fundo das redes. Pediu-se fora-de-jogo, mas nem as imagens conseguem esclarecer . Certo é que era injusta a vantagem forasteira, apenas justificada daí para a frente. Ainda 'arregaçou' as mangas a equipa da casa, na busca do empate, só que Dally, ao agredir um adversário sem bola, foi justamente expulso, e ninguém mais acreditou. A partir daqui também o árbitro complicou mas, atenção, Dally foi o primeiro a deitar tudo por terra. Na terra onde nasceu o futebol em Portugal, esqueceram-se de dançar o 'balinho', por isso agora resta apenas enxugar as lágrimas e corrigir atitudes e posições. O mundo não acabou. Reacções José Barros (treinador da Camacha): "Devo ser algum profeta, porque consigo prever situações. Desconfiei muito do jogo Pinhalnovense-Igreja Nova e do encontro Lagoa-Camacha, onde aconteceram coisas esquisitas. Sempre fomos uma equipa disciplinada, mas de repente vejo jogadores da Camacha a serem expulsos. Tenho muitas dúvidas no golo do Pinhalnovense, na expulsão do Agrela. Este senhor que veio aqui eliminou-nos o ano passado, contra o União, com dois penáltis e um golo anulado. Parabéns a este senhor, ganhou 1-0 à Camacha. Estou triste, porque os meus jogadores tudo fizeram e trabalharam para levar de vencida este jogo. Não consigo falar mais porque estou muito nervoso". Paulo Fonseca (treinador do Pinhalnovense): "Foi uma vitória merecida da nossa equipa. É um facto que o Camacha começou melhor o jogo, atirou uma bola à trave, mas a partir daí controlámos e dominámos o jogo. Isto representa muito para um clube com a nossa dimensão. Fizemos história". |
| Filipe Sousa |
