| Odivelas marcou sempre contra a corrente do jogo |
| Camacha sem “estrelinha” |
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| Odivelas marcou sempre contra a corrente do jogo |
| Camacha sem “estrelinha” |
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Camacha, 0 Igreja Nova, 1 |
| Invencibilidade ficou na Igreja |
Quem diria que os camachenses perderiam a invencibilidade em casa? Certamente ninguém, de boa fé, dado o futebol que a equipa azul e branca tem apresentado durante a época em curso. Mas também ninguém adivinharia que os camachenses descessem tanto em termos exibicionais tendo em conta a qualidade apresentada recentemente... Com efeito, o primeiro tempo foi sempre mal disputada, mas o domínio pertenceu exclusivamente aos donos do terreno. O Igreja Nova recolhia-se praticamente ao seu meio-campo defensivo, dificultando também os processos ofensivos dos camachenses, particularmente desinspirados na tarde de ontem. A melhor ocasião de perigo da etapa inicial pertenceu a Anderson mas surgiria após um erro infantil do guardião forasteiro, que saiu da baliza sem justificação aparente e o avançado camachense quase aproveitava esse seu 'devaneio' pontual. Na segunda parte, a Camacha tentou acelerar o seu futebol, mas não conseguiu evitar alguns contragolpes do adversário. E foi na sequência de um desses lances rápidos e de uma desatenção grosseira da defensiva camachense, que o Igreja Nova marcou o tento decisivo do embate. Decorria o minuto 69 quando Daniel Nunes encontrou Hélder Costa na área, completamente liberto de marcação, que não teve dificuldade em visar a baliza camachense com sucesso. Os camachenses tentaram diluir o prejuízo, mas nunca conseguiram furar a muralha defensiva adversária. Reacções José Barros (técnico da Camacha): "Foi um jogo muito pobre, principalmente da Camacha pelo que tem habituado os adeptos a assistir em casa, e naturalmente o resultado não nos satisfaz, e devo confessar que pouco fizemos para ganhar. Creio que o empate seria o resultado mais justo, mas infelizmente as coisas não nos correram bem, já desde Abril de 2008 que não perdíamos em casa, esta época também foi a única derrota que tivemos. Pronto isto não nos vai deitar abaixo vamos continuar a trabalhar, foi um percalço". Rui Paulo (técnico do Igreja Nova): "Conseguimos fazer um bom jogo, a Camacha é uma equipa com grande qualidade, mas não lhe demos espaço". |
| António Gonçalves |
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| Empate em 'casa' do líder soube a pouco |
| Camachenses pareceram não se contentar com o empate e foram à procura de mais |
Era o jogo mais esperado da jornada, pois opunha os dois primeiros classificados. Por isso, podemos considerar que a qualidade do futebol praticado ficou um pouco a desejar. O empate, que se ajusta, deixa tudo na mesma em termos classificativos, mas provavelmente os visitantes devem ter saído de Alcântara com o amargo de boca, devido às boas oportunidades que criaram ao longo da partida. A Camacha, cujos objectivos são bem modestos, continua a surpreender neste campeonato e promete, como aconteceu ontem, criar muitas dores de cabeça aos candidatos à subida e bater-se "taco-a-taco" com as equipas teoricamente mais fortes desta Zona Sul. Os insulares continuam invictos e demonstram ser um conjunto extremamente organizado dentro das quatro linhas. O Atlético entrou ligeiramente melhor no encontro, procurando assumir as despesas dos acontecimentos, mas sempre com um futebol pouco objectivo. Do outro lado, a dupla Anderson e Dally criava boas jogadas de ataque, causando alguns calafrios na defesa contrária. E quando os camacheiros pareciam ter tudo controlado, Rolão inaugurou o marcador para a formação da casa. O tento sofrido desorientou os madeirenses nos minutos finais do primeiro tempo, mas a entrada na etapa complementar não podia ser melhor. Dally, de cabeça, deu o melhor seguimento ao canto apontado por Agrela, restabelecendo a igualdade. Os pupilos de José Barros não se davam por satisfeitos com o empate e continuaram a rondar a baliza de Botelho, através dos livres de Rogeirinho e da técnica de Anderson. Contudo, faltou sempre alguém na área para finalizar. A derradeira oportunidade do encontro acabou por pertencer aos lisboetas, com Tuga a falhar escandalosamente o golo da vitória. A arbitragem de José Godinho, de Évora, ficou a desejar. Reacções António Pereira, treinador do Atlético: "Foi um bom jogo, entre duas equipas que queriam ganhar. Penso que tivemos mais perto da vitória, mas o empate premeia aquilo que a equipa da Camacha fez". José Barros, treinador da Camacha: "Como previa, foi um encontro disputado e sabia que a diferença aconteceria nas bolas paradas. Penso que tivemos sempre o jogo controlado, mas num erro nosso o adversário chegou à vantagem. O nosso objectivo continua a ser manutenção, mas o que vier por acréscimo é bom". |